Rafinha imagina Flamengo x Liverpool: "Está muito na nossa frente, mas final tudo é possível"

Os torcedores do Flamengo já começaram a pensar no Liverpool na final do Mundial de Clubes em dezembro, em Doha, no Catar. E quem tem experiência de enfrentar os ingleses para compartilhar com os companheiros rubro-negros é Rafinha. De casa, o lateral-direito participou ao vivo do "Seleção SporTV" desta segunda-feira e projetou as dificuldades de um possível encontro, lembrando que foi eliminado por eles da Champions League pelo Bayern de Munique, da Alemanha, no primeiro semestre .

- São dois jogos que vamos ter lá. Eu tive o prazer de disputar o Mundial em 2013 e conquistei, joguei os dois jogos. A gente sabe que é muito difícil. Vou ser bem sincero, o time do Liverpool está muito na nossa frente, temos que ser realistas. Enfrentei eles agora pela Liga dos Campeões, joguei o segundo jogo e perdemos. É um time muito forte, que joga há muito tempo junto, está muito na nossa frente.

- Mas em uma final, meu amigo, tudo é possível. Claro, tem a semifinal antes, mas se a gente chegar nessa final aí, vamos fazer de tudo para conquistar esse título. Claro, se eles também chegarem. Temos que passar primeiro da semifinal e eles também. Em uma final vale tudo, mas tem que respeitar, eles estão na nossa frente, sim. E isso não é novidade.

Rafinha ficou com o rosto inchado após choque com De La Cruz — Foto: Reprodução

Rafinha ficou com o rosto inchado após choque com De La Cruz — Foto: Reprodução

Em 20 minutos de entrevista, Rafinha falou também sobre as diferenças e semelhanças dos trabalhos de Jorge Jesus e Pep Guardiola; a conquista da Libertadores e a dura final contra o River Plate no Peru; e a "marca de guerra" que ficou após choque cabeça com cabeça:

- Eu ia jogar com o capacete, mas como passaram muitos dias já poderia estar jogando sem. Até pelo fato de ter uma insegurança. Em uma disputa de bola no primeiro tempo acabei sofrendo mais um golpe ali, uma cabeçada um pouco acima de onde foi minha fratura. Preocupou, na hora que caí senti que havia chocado e virei um pouco o rosto ainda. Foi um dedo para cima da fratura.

- Cheguei a temer pelo pior. Uma decisão, começo de jogo, uma batida no mesmo lugar... O capacete é bom, protege, mas atrapalha um pouco. Estava bem à vontade jogando sem, mas em alguns minutos tomei uma pancada em cima que poderia ter sido grave. Foi grave, estou com hematoma aqui ainda, dói um pouco, mas faz parte. São marcas da guerra (risos).

Fonte: Globo Esporte