A 'novela Rafinha' chegou ao fim sem um desfecho positivo com o Flamengo . O clube carioca alegou motivos financeiros para desistir do lateral-direito, que rebateu fortemente mais uma vez.

Agora, em ligação feita pelo ex-atacante Edílson, comentarista na TV Bandeirantes, o experiente jogador de 35 anos deu sua versão. Negou mais uma vez que o entrave tenha sido financeiro e acusou alguns vice-presidentes de orgulho por conta de sua saída repentina em julho de 2020 rumo ao Olympiacos, da Grécia.

"Quando as pessoas gostam muito, fazem por marra, birra, sentimento, porque estão tristes porque saí ano passado. Coisa que todo mundo está falando de financeira, não tem nada a ver. Algumas pessoas da Gávea, do financeiro, alguns vice-presidentes estão zangados por que saí. Saí porque quis, não estou chorando por nada”, disparou Rafinha.

E ele seguiu: “Queria voltar ao Flamengo, mas o Flamengo está no meu coração para o resto da vida. Só quero deixar claro que o financeiro não é verdade. Queria deixar claro isso, gente que está magoada para, não se vingar, mas não deixar eu voltar por orgulho. Amanhã vou explicar e vocês vão saber melhor", finalizou.

Durante a semana, o ESPN.com.br trouxe detalhes da negociação entre Rafinha e Flamengo. Apesar de ter acertado com o futebol, comandado pelo vice-presidente Marcos Braz, o lateral teve a volta brecada pelo financeiro .

Internamente, a questão financeira do clube carioca durante a pandemia pesou. No entanto, a reportagem trouxe a informação exclusiva de que uma rusga no passado foi usada por uma parte da diretoria para vetar a contratação, algo que foi confirmado pelo próprio jogador.

O vice-presidente de relações externas, Luiz Eduardo Baptista, o BAP, desafeto de Marcos Braz, teve seu nome pichado durante a semana nos muros da Gávea. O ato de vandalismo pedia a saída do cartola e a contratação de Rafinha. BAP faz parte do chamado ‘conselhinho’ do Flamengo, que discute todas as decisões que serão tomadas pelo clube.