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Rodrigo Caetano classifica invasão de organizadas no treinamento do Fla como 'lamentável'

Émerson Sheik, Paolo Guerrero, Mancuello, Éderson, Wallace... o número de jogadores conhecidos no Flamengo é grande, mas engana-se quem pensa que o clube gasta demais com o salário de seus atletas. Ao menos segundo Rodrigo Caetano.

Gerente de futebol rubro-negro desde 2014, ele explicou na tarde desta terça-feira, em entrevista coleitva na Gávea, que o Fla é responsável nos pagamentos, o que explica o lucro de R$ 130,450 milhões na última temporada divulgado em seu balanço financeiro de 2015.

"Não temos autonomia para elevar nossa folha salarial como muitos imaginam ser alta. Não quero ficar aqui divulgando nem minimizando nenhuma crítica, mas certamente o temos orgulho de trabalhar dentro de seu orçamento e sua folha. Somado a tudo isso, conseguimos economia muito importante com atletas que não faziam parte do interesse do clube", disse.

"É difícil para o torcedor entender, mas grande parte desse montante é para diminuir passivo. No início do ano falou-se em investimento de R$ 20 milhões. Isso nunca teve no caixa, nunca teve cheque em branco com R$ 20 milhões", completou.

Com a eliminação nas semifinais da Primeira Liga e campanha ruim na Taça Guanabara, membros de torcidas organizadas invadiram na segunda-feira o treino do time no Ninho do Urubu, no Rio de Janeiro, e pediram, sem sucesso, para conversar com o elenco.

"Houve, sim, invasão, e não impedi a entrada deles por falta de segurança e policiamento. Se o fizesse, haveria uma batalha campal. Ainda não fizemos boletim de ocorrência, mas a segurança aqui será revista", afirmou.