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Protagonista e abraçado por Gabigol, Matheus Cunha vê Flamengo forte no gol: "Que jogue o melhor"

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Ao ser perguntado pelo repórter Richard Souza durante o intervalo de Flamengo 2x0 Fortaleza se o pênalti defendido no primeiro tempo se tornaria lembrança especial na carreira, Matheus Cunha não titubeou e emendou:

- No maior palco do Brasil? Muito.

Além de ter sido o primeiro pênalti defendido no futebol profissional, a importante intervenção veio num momento em que o Flamengo predominava em campo e que poderia gerar impaciência nas arquibancadas diante de uma falta cometida infantilmente e uma eventual desvantagem no placar.

A defesa contra Pikachu deu moral ao Flamengo , que abriu o placar cinco minutos depois. Frente ao Setor Sul, Gabigol fez o muque, engraxou a chuteira de Arrascaeta, mas atravessou o campo em disparada para abraçar Cunha.

- Eu e Gabi temos uma boa relação. A gente disputa muito nos pênaltis, eu e ele, a gente brinca bastante nos treinamentos (risos). Poder receber um abraço hoje desse cara no gol é muito gratificante.

matheus cunha, gabigol, flamengo — Foto: Fred Gomes

Justamente em seu primeiro dia como grande protagonista, Matheus Cunha viu o Flamengo anunciar Agustín Rossi, que, em janeiro assinou pré-contrato e passou a ser jogador rubro-negro neste sábado. O jovem de 22 anos prometeu recepção carinhosa ao novo companheiro de posição, mas projetou disputa intensa.

- Temos quatro goleiros muito qualificados, o elenco do Flamengo é todo muito qualificado, todas as posições têm grandes jogadores, e no gol não vai ser diferente. Sampaoli tem que escolher, o que ele escolher é o melhor dele. Rossi vai vir para ajudar, vamos recebê-lo muito bem. E que o Sampaoli decida, que jogue o melhor.

Matheus Cunha defendeu seu primeiro pênalti como profissional — Foto: Paula Reis/Flamengo

Cunha viveu jornada especial no Maracanã. Teve o nome gritado antes do pênalti, pegou-o e depois ainda fez outras quatro defesas com segurança. Soube escolher o tempo certo para jogar com os pés e consolidou-se mais uma vez como ótima opção para Jorge Sampaoli, que o efetivou em disputa com o experiente e consagrado Santos, figura importante em 2022.

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Lição com a goleada sofrida contra o Bragantino, em que Cunha foi o melhor do time

- A gente está numa sequência muito boa, perdemos para o Bragantino, foi uma derrota muito dolorida para a gente. Mas aprendemos com a derrota, trabalhamos firme para reverter. Estamos vivos nas três competições e vamos brigar pelas três. Tem dia que não vai dar certo, mas a gente trabalha muito para que dê certo, e graças a Deus está dando certo.

Evolução no gol do Flamengo

- Acho que eu tenho evoluído bem desde o meu primeiro jogo como titular, evoluindo a cada dia. Eu me sinto confortável, até pelo que o Sampaoli pede de jogar mais alto, com os pés. Trabalho bastante, estudo bastante para poder executar da melhor forma possível.

Jogo contra o Athletico, quarta-feira, pelas quartas de final da Copa do Brasil

- Acho que o jogo aqui (contra o Athletico-PR) é muito importante para a sequência da disputa lá. Temos que fazer um bom jogo aqui, sair com um resultado bom, porque sabemos que é difícil jogar lá naquele sintético. Vamos chamar a Nação, vamos ter o apoio para poder fazer um bom jogo aqui e, se Deus quiser, sair vitorioso.

Mudança constante de time com Sampaoli

- O que ele fala é que ele coloca o melhor a cada jogo. Ele estuda muito o time adversário e coloca o melhor que ele acredita do que vai ser o jogo. Passa para a gente o que ele acredita que vai acontecer no jogo e escolhe a equipe dessa forma.

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