Por que Tite, ao acertar com o Flamengo, não vai descumprir promessa sobre clubes

São cerca de 100 dias para que Flamengo e Tite possam planejar o ano de 2024, que é quando o treinador afirmou aos quatro ventos que voltaria a trabalhar no Brasil. A iminente decisão de dizer sim ao clube carioca para assumir até a próxima semana, expectativa de ambas as partes, se deve ao alinhamento de expectativas dos dois lados, de que para fazer um bom trabalho no ano que vem é preciso se planejar com alguma antecedência.

E os três meses que faltam para o fim de 2023 já terão, na visão do Flamengo e de Tite, o foco na próxima temporada. Por isso, não há preocupação em assumir o convite de imediato, apesar do discurso do treinador, antes da Copa do Mundo, dizendo que poderia ser chamado de mentiroso se aceitasse trabalhar este ano em clubes brasileiros. Tite se referia a assumir um clube a temporada inteira, o que não seria possível, pois tinha outras prioridades.

Isso mudou a partir da janela do meio do ano, que teve os meses de junho, julho, agosto e até setembro no aguardo de possíveis convites da Europa que não se concretizaram. Os pouco mais de dois meses para o fim do calendário, com 13 jogos do Brasileiro pela frente, são vistos por Flamengo e Tite como a oportunidade ideal para reformular o elenco, ver as carências e ainda assim tentar o título e a classificação para a Libertadores do ano que vem.

As partes negociam detalhes contratuais com silêncio e otimismo na mesma dose. O contrato está sendo redigido para ser assinado até o fim de 2024, quando termina a gestão do presidente Rodolfo Landim. Pelo treinador, o empresário Gilmar Veloz negocia gatilhos de premiação, e também a chegada dos profissionais da futura comissão técnica, que são três auxiliares e um preparador físico.

Com Tite, normalmente vêm os auxiliares Matheus Bachi, César Sampaio e Cleber Xavier, que estavam com o técnico na seleção. O treinador também não abre mão do preparador físico Fabio Mahseredjian.

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Fonte: Extra