A Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou o ex-presidente do Flamengo Eduardo Bandeira de Mello e mais sete pessoas por homicídio com dolo eventual – quando se assume o risco – pelas mortes de 10 atletas do clube no incêndio no Ninho do Urubu, em fevereiro. A informação foi divulgada pelo portal G1 .
Na investigação, a polícia aponta que os dirigentes tinham conhecimento que atletas da base residiam nos contêineres, e que se tratava de uma estrutura incompatível com a destinação. Além disso, diversas irregularidades estruturais e elétricas foram constatadas.
As autoridades indicam a ausência de reparos nos aparelhos de ar-condicionado – equipamento que acabou dando início ao incêndio – e a ausência de um monitor no interior do contêiner, que deveria ficar responsável pela segurança dos jovens, que tinham idade entre 14 e 17 anos.
O inquérito, assinado pelo delegado Márcio Petra, pede ainda o indiciamento por dolo eventual de engenheiros do Flamengo e da NHJ, empresa responsável pelos contêineres, e também de um técnico em refrigeração. Além dos 10 mortos, outros três garotos ficaram feridos.
Outros apontamentos da investigação se referem às condições do local usado pelo Flamengo, com a recusa em assina a TAC do MP para que a situação fosse regularizada, a piora nos alojamentos, o descumprimento da Ordem de Interdição do CT, e as várias multas recebidas por este descumprimento.