Ex-jogador do Flamengo falou sobre o clube em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br

Rodinei fez história ao virar o herói inesperado do Flamengo na disputa por pênaltis no título da Copa do Brasil de 2022. No entanto, o lateral não foi o primeiro jogador pouco badalado a ser protagonista de um título pelo clube rubro-negro.

Na decisão do Campeonato Carioca de 1999, o time da Gávea vivia momentos de vacas magras e depositava todas esperanças no astro Romário contra o poderoso Vasco , que tinha nomes de peso como Donizete Pantera, Felipe, Juninho Pernambucano, Guilherme e Edmundo.

No entanto, coube a Rodrigo Mendes o papel de herói. Após um empate no jogo de ida, o atacante fez o gol da vitória rubro-negra por 1 a 0 na partida de volta que decretou a conquista.

Formado na base do clube rubro, o ex-atacante lembra que a realidade nos anos 90 era muito diferente da atual. Salários atrasados, falta de estrutura e brigas políticas eram comuns na Gávea.

"O Flamengo naquela época era sempre uma bomba-relógio, tanto politicamente, financeiramente e esportivamente. Tanto para o bom quanto para o ruim. Quando está muito bom, a torcida empurrava, o momento político melhora e financeiro também. Mas ao contrário também. Vi todos os momentos, não tão bom quanto hoje, mas dentro da realidade daquela época no Brasil", disse ao ESPN.com.br .

"Ninguém podia sentar no lugar do Romário no ônibus ou no vestiário. Tinha que ficar esperto para não acompanhar muito porque os caras não se queimavam, mas a gente que era garoto sim se fizesse algo errado. Alguns iam e se queimavam. Era da idade, você jogando no Flamengo...", analisou.

Pouco mais de duas décadas após a conquista, Rodrigo Mendes acredita que o Flamengo mudou de patamar. É um clube mais organizado e que briga por todos os títulos de que disputa.

"Momento do Flamengo é excepcional tanto esportivamente quanto politicamente, financeiramente nem se fala. O Flamengo conseguiu desde o (ex-presidente Eduardo) Bandeira de Mello passando pelo (atual presidente Rodolfo) Landim se estruturar financeiramente e ter elencos muito fortes", afirmou.

Além disso, faturou bastante dinheiro com as crias do Ninho do Urubu que foram para a Europa.

"Vendeu bem os jogadores como Vini e Paquetá. O Flamengo forma, mas deixou de utilizar um pouco mais a base. Chega a ser uma controvérsia, porque vendeu Vini e Paquetá, que jogaram pouco tempo no Flamengo. Outros jogadores podem ser utilizados mais e negociados. Tem um grupo extremamente forte e dá para considerar uma seleção. O momento do Flamengo é excepcional e está disputando todas as competições".

Próximos jogos do Flamengo

América-MG (F) - 22/10, 19h - Brasileirão

Santos (C) - 25/10, 21h45 - Brasileirão

Athletico-PR - 29/10, 17h - Conmebol Libertadores