Depois da classificação sobre o Athletico-PR na Copa do Brasil , o Flamengo protestou contra a arbitragem e não liberou seus jogadores e Jorge Sampaoli de concederem entrevistas . A medida já vem sendo feita pelo Palmeiras desde a partida de ida do jogo contra o São Paulo , no Morumbi.
A dupla reclama de muitos lances há alguns meses, mas, nas últimas semanas, as queixas se amplificaram e ganharam outro tom, tanto em entrevistas coletivas quanto nos bastidores.
Para o Palmeiras, a reclamação é mais antiga. Depois da eliminação da Copa do Brasil de 2022, o clube foi até a CBF reclamar das marcações de Leandro Pedro Vuaden . O jogo marcou o início de uma sequência de reclamações que perdura até hoje.
O tom mudou no último dia 2 de julho, após empate contra o Athletico-PR , João Martins, auxiliar de Abel Ferreira, fez forte desabafo contra a arbitragem , afirmando que "o sistema não quer ver o Palmeiras ganhando novamente".
O clube ficou irritado com a não expulsão de Zé Ivaldo no início da partida após cotovelada em Endrick que acabou resultando na marcação de um pênalti.
No dia 5, antes do jogo contra o São Paulo, Leila Pereira concedeu entrevista no Morumbi , no mesmo dia em que o clube determinou o início do "silêncio" de seus jogadores e sua comissão técnica.
"Eu estive com o (presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Wilson Luiz) Seneme há uns 10 dias, naquela parada da Data Fifa. Conversei com ele por uma hora, uma hora e meia, e sempre ouço promessas de que (a arbitragem) vai melhorar, que estão trabalhando nisso... E a gente acredita... Aí quando vejo outro erro absurdo (como o ocorrido em Athletico-PR x Palmeiras com Endrick), e não foi nada subjetivo, foi um erro objetivo... Então, fico cansada. A gente fica desanimado...", disse.
"Depois que a CBF soltou aquela nota (oficial contra o Palmeiras), eu recebi uma ligação do presidente (da CBF) Ednaldo (Rodrigues), que é uma pessoa que respeito demais. Tenho certeza que ele está tentando fazer o melhor para a CBF. Conversei com ele e falei que o problema do Palmeiras não é com a pessoa Ednaldo, e sim com a Comissão de Arbitragem. Porque é inadmissível o nosso país ter à frente uma Comissão de Arbitragem que não consegue resolver erros primários. Foi isso que passei para ele", seguiu.
"Eu falo (dos erros referentes aos jogos) do Palmeiras, mas a arbitragem em geral erra muito, contra todo mundo. Mas tenho que falar do meu clube, dos prejuízos que o Palmeiras vem sofrendo. É isso que tem que melhorar. Eu luto pelo futebol melhor. O Palmeiras não quer levar vantagem, mas não quer ser prejudicado. Isso nós fazemos no dia-a-dia, procurando fazer o melhor para os atletas e para a comissão técnica para que os jogos sejam resolvidos dentro das quatro linhas. E não estou vendo nenhuma melhora nisso", completou.
No dia 8, o Flamengo começou a se juntar ao coro por reclamar da penalidade não marcada em cima de Everton Ribeiro, justamente na partida contra o Palmeiras no Allianz Parque .
Nas redes sociais, no dia seguinte, Marcos Braz, vice-presidente de futebol do Flamengo, comparou o lance em cima de Everton Ribeiro com um pênalti marcado a favor do Palmeiras ainda em 2021, na vitória do Alviverde em cima do Grêmio , em Porto Alegre, por 3 a 1.
O ápice das reclamações para o Flamengo foi na última quarta (12), por conta do gol anulado de Gabigol e da expulsão de Gerson.
No lance do gol anulado, um impedimento foi assinalado no campo e confirmado depois de análise do VAR. Flamenguistas reclamam, porém, que a posição do camisa 10 era legal.
O volante, por sua vez, recebeu vermelho junto com Thiago Heleno por conta de ríspida discussão com o capitão do Athletico-PR no meio do campo.


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