O Flamengo encara o Al Hilal pela semifinal do Mundial de Clubes , nesta terça-feira (7), às 16h (de Brasília). Os cariocas buscam o segundo título na história e tentam aprender com a última chance que estiveram na competição.

Atualmente, seis jogadores dos 23 inscritos para o Mudial disputaram a edição de 2019. Quais são as diferenças entre o histórico time de Jorge Jesus e a equipe que Vítor Pereira tem à disposição? O ESPN.com.br lista algumas diferenças, que vão desde o time titular ao calendário, e podem fazer o Flamengo aprender.

Elenco mais robusto, time menos 'afiado'

Existe uma diferença considerável entre os elencos e os titulares que disputam o Mundial em 2019 para os que vão tentar o bi no Marrocos. Na época, Jorge Jesus não tinha um elenco tão robusto como é esse de Vítor Pereira.

Tanto é que as substituições do Flamengo contra o Liverpool foram as entradas de Diego Ribas, Vitinho, Berrío e Lincoln. Nenhum desses está no elenco e todos saíram sem deixar saudades. Na atual edição, Vítor Pereira tem um verdadeiro banco de luxo à disposição: Everton Cebolinha, Arturo Vidal, Ayrton Lucas, Matheus França e Marinho são algumas das boas opções para mudar o jogo na segunda tapa.

Só que o time titular ainda é algo que tira o sono de VP, problema que Jorge Jesus sequer passou diante do Liverpool. O time que jogava por música e todo torcedor rubro-negro conhecia fez um jogo duro contra os ingleses. Atualmente, Vítor Pereira tem dúvidas nas laterais.

Início de trabalho x Jesus consolidado

Essa talvez seja a maior diferença de um ano para o outro. Jorge Jesus chegava credenciado dos títulos do Brasileirão e da Conmebol Libertadores encantando a torcida. Desta vez, Vítor Pereira ainda tenta dar uma cara ao atual time do Flamengo. Após o vice na Supercopa do Brasil , o Mundial é a chave do português para conquistar os rubro-negros para a sequência da temporada 2023.

Menos tensão do que em 2019

A questão emocional também é diferente. Se em 2019 o Flamengo tinha um time menos experiente e que voltava a jogar um Mundial após 38 anos, atualmente a equipe chega mais cascuda e consequentemente com menos tensão.

Tanto é que na semifinal de 2019, vencida por 3 a 1, o Rubro-Negro saiu perdendo e precisou virar. E não sair perdendo é uma lição que o Flamengo pode aprender no reencontro com os sauditas.

Na ocasião, Rodrigo Caio, Filipe Luís, Gerson, Everton Ribeiro, Arrascaeta e Gabigol estiveram com o grupo no Mundial de 2019 e tentam desta vez trazer o título para o Rio de Janeiro.

Além dessa experiência do passado, o ciclo vencedor que a atual geração se consolidou e tem o Mundial como cereja do bolo faz o Flamengo tem um time cada vez mais pronto para competições importantes.

Calendário favorável

Em 2019, o Flamengo jogava por música, mas chegou completamente esgotado para o Mundial de Clubes. A partida contra o Liverpool foi a de número 74 daquela temporada. O Liverpool, por exemplo, fazia o 28º jogo no ano de 2019.

A partida se estendeu para a prorrogação e deixou claro que o Flamengo sofreu muito mais com a condição física do que com os ingleses. Desta vez, o fôlego é exatamente o oposto.

Com o Mundial acontecendo em fevereiro, os cariocas estão no início de temporada com a bateria carregada. Foram apenas sete jogos até aqui.

Em caso de uma ida à final, o Flamengo pode enfrentar o Real Madrid , que vive um verdadeiro caos com o calendário e a questão física. Thibaut Courtois, Eder Militão e Karim Benzema não viajaram com o clube para o Mundial na última segunda-feira (6). O time merengue disputou nas últimas semanas a Supercopa da Espanha, LaLiga , Copa do Rei e tem o mata-mata da Champions League pela frente no fim do mês.

Próximos jogos do Flamengo:

Al Hilal - 07/02, 16h - Mundial de Clubes
Volta Redonda (F) - 15/02, 21h10 - Campeonato Carioca
Resende (F) - 18/02, 16h - Campeonato Carioca