O que diz o regulamento e o que pensam Vasco e Flamengo sobre clássico em São Januário

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O clássico entre Vasco e Flamengo, pelo Brasileiro, acontece no dia 19 de abril, mas fora de campo a bola já rolou, pela possibilidade de a partida acontecer em São Januário.

O Vasco solicitou ao Batalhão Especial de Policiamento em Estádios que deseja mandar a partida em seu palco, com torcida dividida, e que se não for possível, que seja com torcida única.

O Flamengo, por sua vez, não deve topar essa última possibilidade. Pelo regulamento, o clube pode exigir a área mínima de visitante, 5% dos ingressos, como consta no laudo de segurança atual.

O clube rubro-negro acredita que o Bepe não tem poder de determinar torcida única. Já a possibilidade de torcida mista, com 50% para cada lado, é descartada.

O Vasco aguarda a posição do Bepe, e internamente acredita que a possibilidade de torcida única é mais viável, caso as autoridades liberem o uso de São Januário.

Se não for autorizado, o Vasco ou jogará no Maracanã ou terá que escolher outro palco no Rio. Pelo regulamento do Brasileiro da CBF, não é mais possível mudar a partida para outro estado.

A direção do Vasco vendeu os mandos contra Botafogo e Palmeiras para Brasília. O estádio Nilton Santos, como no Carioca, pode ser uma alternativa para o clássico com o Flamengo.

Receitas e vestiário como visitante

Como mandante do jogo, o Cruzmaltino quer jogar em sua casa e também alega que no Maracanã o Flamengo ficaria com todas as receitas comerciais, já que é o "dono" do estádio.

Na verdade, todas receitas são da Fla-Flu serviços, que administra o Maracanã, e isso funciona como em todos os estádios que tem administração própria.

Ou seja, o dinheiro proveniente de bares, estacionamento, etc, vai todo para o consórcio, não para o Vasco, que é o mandante. Até o uso do vestiário é uma questão incômoda. O Vasco não tem o seu.

No Maracanã existem quatro vestiários. Flamengo e Fluminense tem seus os seus fixos e há outros dois que são usados por outros clubes que jogam no estádio. Nesse caso, o Vasco.

Fonte: O Globo