O maior espetáculo desta terra - Corinthians 1 x 3 Flamengo

Meu celular travou na hora em que Arão deu o primeiro dos mil botes corretos do Flamengo no campo corintiano – embora todo gramado pareça ser rubro-negro. Quando a imagem voltou, surpresa zero ao ver um bolo de camisas vermelhas e pretas se abraçando misturadas, como parece o time de Renato desde que assumiu, misturando-se do meio pra frente numa finíssima mistura de bola e bela figura. Como aos 37 apareceria Filipe Luís na linha de fundo, mas pela ponta-direita!

Um a zero, primeiro gol de Everton Ribeiro em 2021. Primeiro de muitos do Flamengo em Itaquera - e parece que em qualquer estádio brasileiro. O que também é legal além de bonito não é só a imensa qualidade. Também a grande dinâmica. A fome de buscar fazer mais do que gols – história.

Foram oito chances nos primeiros 45 minutos na Neo Química Arena. E os grandes times em gigantesca fase fazem assim. Aproveitam a pavorosa atuação alheia para empilhar gols. Gustavo Henrique subiu mais do que Fagner (depois de largado por Gil) e fez o segundo. Depois o Corinthians deixou Gabriel livre para botar a bola na cabeça do solitário Bruno Henrique.

Foi 3 a 0 na primeira etapa. E foi pouco. Pareciam 11 volantes desgovernados como estava Gabriel contra 11 Gabis. Ou 11 Arrascas. Ou 11 BHs. 11 ERs. ER. Pronto atendimento de futebol do Flamengo contra o Corinthians na CTI. E não era só o Timão de Sylvinho entregue.

Qualquer outro time, com este Flamengo, talvez jogasse mais. Fizesse algo à frente. Pudesse equilibrar por instantes.

Mas ainda seria insuficiente.

Como foi na segunda etapa. Mesmo com a saída de Gabriel e Roni, o Corinthians seguiu espaçado e desorganizado. Só não tomou o quarto aos 3 pela infelicidade absurda de Bruno, que furou feio sem goleiro uma bola que bateu no braço e acabou anulando o que seria o quarto gol.

Mais não foi mas não pela melhora paulista. Nem marcar ou chegar perto conseguia o Corinthians: apenas quatro faltas feitas até a metade do segundo tempo. Não é pedir para baixar o porrete. Mas é jogar bola. Aquilo que o time de Renato tem feito demais.

Só não foi mais pelo Flamengo tirar naturalmente o pé pela tripla jornada. Ainda assim, criou mais quatro chances na segunda etapa. O Corinthians, no final, teve quatro, com Jô isolando a bola como esteve isolado todo o clássico, e a penúltima um gol carambolado de Vitinho que desviou em Leo Pereira.

O Corinthians até "ganhou" o segundo tempo. Mas só vai voltar a ser melhor quando receber Giuliano e Renato Augusto, ótimos reforços. E ainda assim muito distantes de um Flamengo que pode sonhar mais uma vez com tudo.

Fonte: TNT Sports