Não foi só o Flamengo: japoneses, LDU e argentinos incomodaram europeus

As redes sociais discutem o tamanho do feito do Flamengo , que encarou e impôs dificuldades ao Liverpool na final do Mundial de Clubes , disputada no sábado (21), no Qatar. Porém, em outras disputas os campeões da Uefa já tinham enfrentado momentos complicados diante dos adversários de outros continentes — e isso não se limita apenas a quem venceu a Libertadores.

Com o controle do jogo nos momentos de baixa intensidade do Liverpool, o Flamengo finalizou oito vezes e exigiu três defesas do goleiro brasileiro Alisson. Em alguns momentos, o ritmo da partida ficou sob os pés rubro-negros. A derrota por 1 a 0 deu-se apenas na prorrogação, com gol de Roberto Firmino . Há exatos dez anos, outro time inegavelmente apontado como o melhor da Europa viveu aperto parecido...

Estudiantes foi campeão do mundo até os 44min do 2º

Boselli, hoje no Corinthians, fez gol pelo Estudiantes diante do Barcelona - Marwan Naamani/AFP
Boselli, hoje no Corinthians, fez gol pelo Estudiantes diante do Barcelona
Imagem: Marwan Naamani/AFP

O Barcelona do início da Era Pep Guardiola encarou o Estudiantes de la Plata na decisão do Mundial de 2009 e precisou de um gol próximo aos 45min do segundo tempo para levar o jogo para a prorrogação. Antes, o time argentino, que apelou para as faltas a fim de interromper o jogo catalão (foram 29 na partida), sustentava uma vantagem de 1 a 0 com gol do hoje corintiano Mauro Boselli.

Pedro empatou e forçou a prorrogação. No tempo-extra, Lionel Messi, com um icônico gol de peito, colocou o Barcelona em vantagem sobre a equipe argentina, que contava com um veterano Juan Sebastian Verón no meio-campo.

O placar de 2 a 1 favorável aos espanhóis se sustentou até o fim da prorrogação e decretou o título na época inédito para o Barça.

Japoneses surpreenderam o Real Madrid

Kashima deu trabalho para o Real Madrid na final de 2016 - Toru Yamanaka/AFP
Kashima deu trabalho para o Real Madrid na final de 2016
Imagem: Toru Yamanaka/AFP

A prorrogação encarada por Liverpool e Barcelona também foi vivida pelo Real Madrid em 2016. O gigante espanhol enfrentou o Kashima Antlers, que havia eliminado o Atlético Nacional campeão da Copa Libertadores daquele ano, e precisou de 120min para se sagrar campeão mundial de clubes.

O Kashima acertou cinco chutes no gol madridista e chegou a virar o jogo contra o temido adversário, que abriu o placar com Karim Benzema. Precisou Cristiano Ronaldo, de pênalti, igualar o marcador e forçar a prorrogação. O português, com mais dois gols no tempo-extra, tratou de evitar a zebra.

LDU jogou 11 x 10 e assustou

Manchester United passou dificuldades contra a LDU, que teve 11 contra 10 jogadores durante quase todo o 2º T - David Guttenfelder/AP
Manchester United passou dificuldades contra a LDU, que teve 11 contra 10 jogadores durante quase todo o 2º T
Imagem: David Guttenfelder/AP

Depois de calar o Maracanã ao bater o Fluminense na final da Copa Libertadores, a LDU flertou com nova façanha histórica diante do gigante Manchester United de Wayne Rooney e Cristiano Ronaldo. Os equatorianos resistiram até os 28min do segundo tempo, quando justamente Rooney anotou o gol da vitória simples.

Embora dominada no primeiro tempo, a LDU criou grande chance em bola parada de Manso logo aos 3min. No início da segunda etapa, o zagueiro Vidic acabou expulso e deixou os ingleses com dez homens no campo.

Foram duas boas chances paradas pelo goleiro Van der Sar até que o Manchester United encontrou o gol do título em finalização precisa de Rooney, após passe de Cristiano Ronaldo. A partir dali, a vantagem numérica equatoriana sumiu, e os britânicos controlaram o duelo até o apito final.

Fonte: Uol