Muricy Ramalho é um dos treinadores mais vencedores da história do futebol brasileiro. Hoje coordenador do São Paulo , ele concedeu entrevista ao canal "Arnaldo e Tironi", no Youtube, e analisou nomes que trabalharam em grandes clubes na temporada passada.

Um dos primeiros foi Rogério Ceni. Jogador de Muricy nas três passagens dele pelo São Paulo (1997, 2006-09 e 2013-15), o atual comandante do Flamengo recebeu elogios do dirigente tricolor, que o considera no caminho para ser um grande técnico do país.

"Tive a felicidade de entrevistar o Rogério na época da Globo. Está num processo de muita evolução, um cara determinado, estudioso, ganhador. Está no caminho certo de ser um dos grandes treinadores. Ele trabalha para caramba, se dedica. E começou a dar sinal de que vai ser um bom treinador. Ainda não é, porque precisa mostrar mais, ser mais completo", disse.

Quem também recebeu elogios de Muricy foi Fernando Diniz, que era treinador do São Paulo até a reta final da temporada passada. Os dois trabalharam pouco tempo juntos no Morumbi, mas o tempo deixou uma admiração do agora cartola.

"Foi muito breve mesmo. Meu dia a dia era chegar, ir para arquibancada e ver treino. Ele acabava, a gente ficava conversando de muitas coisas. Ele é um cara que se preocupa muito com o futuro do atleta, em melhorar o jogador, e os jogadores melhoram com ele. Faz o jogador ter muita coragem para jogar, é muito bom nisso. Jogadores gostam demais dele", falou Muricy, que continuou.

"Agora depois não tive mais contato com ele, está descansando para esfriar a cabeça. Não é fácil trabalhar em um time grande assim. Resultado, futebol não tem jeito. Tivemos uma derrota dura de 5 a 1 no Morumbi [para o Internacional], que tivemos a ponto, a pressão ficou grande. Eu e o Raí conseguimos contornar o negócio, mas não vem a reação. Isso aconteceu comigo e com todos os treinadores".

Muricy também falou de Jorge Sampaoli, que trabalhou no Santos e no Atlético-MG , que trocou pelo Olympique de Marselha. O cartola tricolor mostrou discordância com o estilo do argentino, que costuma pedir muitos reforços e interferir em outros assuntos nos clubes que dirige.

"Foi o que eu falei para o Crespo: estamos contratando um treinador, não o dono do clube. O Sampaoli infelizmente, vai me desculpar, manda roupeiro embora, manda assessor embora, manda gerente... ele é o dono do clube! Falamos para o Crespo que tudo bem, podia trazer o pessoal dele, mas os 'nossos' ele não mexe. Não tem esse papo. Porque senão vai acontecer igual o Sampaoli. Ele manda no clube. Não pode dar o clube para o cara", afirmou.