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Montillo diz time brasileiro mais marcante e por que não foi para o Flamengo

A contratação mais cara da história do Santos na época, em 2013, e recepcionado no aeroporto por torcedores em sua chegada ao Botafogo. Mas foi no Cruzeiro, entre 2010 e 2012, após grande passagem pela Universidad de Chile, que Walter Montillo ganhou bagagem e encantou o Brasil com sua rapidez, agilidade, dribles desconcertantes e os chutes colocados e indefensáveis.

Atualmente no Tigre, da Argentina, Montillo mantém suas características e conseguiu retomar as boas atuações, . Quando voltou da China para o Brasil, sequer recebeu oferta do Cruzeiro, mas não esconde que a Raposa foi o seu capítulo mais bonito atuando no futebol brasileiro.

“Foi o Cruzeiro (o clube mais marcante que defendeu no Brasil). O time que mais joguei, mais fiz gols e dei mais assistências. Foi o primeiro que atuei no Brasil, o time que me fez ser conhecido”, afirmou o craque em entrevista exclusiva ao .

Também foi no Cruzeiro onde o bom futebol trouxe mais uma marca inesquecível na carreira de Montillo. A fase de grande destaque no futebol brasileiro o levou a sua primeira convocação para a seleção argentina. Vestiu a 10 de Maradona e Messi no Superclássico das Américas, em 2011, contra o Brasil. Antes, o jogador só havia defendido seu país em categorias de base. Em três temporadas na Raposa, disputou 122 partidas e anotou 37 gols. Virou ídolo, mas sua transferência para o Santos, após mais um ano sem títulos de expressão, abalou a relação do jogador com a torcida celeste, e ele até hoje divide opiniões em Minas Gerais.

“Ninguém é amado por todos. A saída foi conturbada, porque quando você tem um jogador de sucesso no seu time, os torcedores não querem que você vá embora. Mas, na época, como sempre falei, o Cruzeiro precisava do dinheiro. O time 2010/2011 foi desmontado, quase todos os jogadores saíram, o clube não contratou, brigamos para não cair. Em 2012, ficamos no meio da tabela, não tínhamos um time muito competitivo. Chegou a proposta do Santos, e eu saí. Alguns torcedores ficaram bravos, mas acho que foi uma decisão correta. Para mim, era uma boa opção, jogar no Santos e com Neymar. Foi uma coisa muito linda na minha carreira. Para o Cruzeiro, também foi bom, pois lucrou com a venda de um jogador de 28 anos. Foi uma boa escolha”, analisou o jogador, atualmente com 35 anos.

MONTILLO DE CRUZEIRO, SANTOS, BOTAFOGO E QUASE FLAMENGO


Em 2010, Montillo se transferiu da Universidad de Chile para o Cruzeiro com a alcunha de “carrasco do Flamengo”. Contra o Rubro-negro, em duelos da Conmebol Libertadores, o meia marcou dois gols, incluindo uma pintura por cobertura sobre o ex-goleiro Bruno.

Perguntado se considera o time da Gávea como sua maior vítima, o argentino confirma: “Acho que sim, por causa dos gols que marquei nos tempos de Universidad do Chile, em Libertadores. Mas, sempre tive muito respeito. Nunca alimentei uma rivalidade”, diz o jogador, que completa lembrando de 2015, quando por pouco .

“Inclusive, recebi um convite em 2015 para jogar no Flamengo e fiquei muito honrado. Eu estava na China, mas o presidente do clube (Shandong Luneng) não liberou. Eu tinha mais alguns anos de contrato”, lembra.

Confira também a entrevista ping-pong com Montillo:

A VOLTA POR CIMA COM TÍTULO E PRÊMIOS INDIVIDUAIS

“Ninguém esquece de jogar bola. Foram só seis meses que eu parei de jogar, por problemas físicos que eu estava tendo no Botafogo. Eu precisava pegar ritmo e não me machucar. A confiança do treinador (do Tigre) foi muito importante para mim e, também, o time que sabia jogar bem com a bola no chão. Agora estou feliz, fomos campeões (da Copa da Superliga Argentina) e fui escolhido o melhor jogador da competição.”

A SENSAÇÃO DE JOGAR SÉRIE B E LIBERTADORES

“A sensação é muito ruim, mas quando cheguei no clube o Tigre estava em uma situação muito difícil, por causa do ‘promédio’ (regra de rebaixamento na Argentina). Não conseguimos por só dois pontos tirar o time do rebaixamento, mas saímos campeões da Copa da Superliga e classificamos para a Libertadores. Estamos curtindo muito esse momento e vamos tentar voltar à Série A e nos preparar para a Libertadores.”

“É o aproveitamento nos últimos três anos da Série A. Por isso, times pequenos que sobem sofrem muito e a chance de cair imediatamente é grande”


A REGRA ‘INGRATA’ DO ARGENTINO

“É estranho. Essa regra nasceu só para os grandes não caírem, mas não adiantou muito. Caiu Independiente, caiu River Plate, caíram quase todos. Não é uma regra ruim porque caímos, mas porque você acaba tendo que montar uma equipe para não cair e não para ser campeão. Seria bom como é no Brasil, caem quatro e sobem quatro, para todos terem as mesmas oportunidades.”

SAÍDA DO BOTAFOGO E APOSENTADORIA PRECOCE

“A culpa é conjunta. Foi um pouco minha por não conseguir nunca ficar 100%, mas também deles... agora que o tempo passou posso falar, porque com o departamento do Tigre eu nunca machuquei nunca e joguei quase todos os jogos de titular. Posso falar que a culpa foi conjunta, não coloco a culpa toda neles, mas tem uma parte na minha decisão.”

VOLTARIA AO BOTAFOGO?

“Eu disse que se voltasse ao Brasil, a prioridade seria do Botafogo. Mas, com a idade que eu tenho, não vou voltar para lá. E estou muito feliz, tenho contrato de mais dois anos. Com 37, será muito difícil sair da Argentina.”

PROPOSTAS PARA DEIXAR O TIGRE

“Eu preferia ficar na Argentina, por causa do meu filho que tinha dificuldades naquela época. Do Brasil, acho que a Chapecoense me ligou. Daqui, ligaram Estudiantes, Lanús e San Lorenzo. No Tigres ficou quase o time todo, fizemos um pacto. Ficou o treinador e 7 titulares. Montamos uma amizade muito grande dentro do clube. Agora pensamos em voltar à Série A, veremos se a gente consegue.”

TIME BRASILEIRO MAIS MARCANTE

“Acho que o Cruzeiro. O time que mais joguei, mais fiz gols, dei mais assistências... Foi o primeiro que atuei no Brasil, o time que me fez ser conhecido.”

SAÍ DO CRUZEIRO PARA O SANTOS

“A saída foi conturbada, porque quando você tem um jogador de sucesso no seu time, os torcedores com certeza não querem que você saia. Mas, na época, como sempre falei, o Cruzeiro precisava do dinheiro. O time 2010/2011 foi desmontado, quase todos os jogadores foram embora, o clube não contratou, brigamos para não cair. Em 2012, ficamos no meio da tabela, não tínhamos um time muito competitivo. Chegou a proposta do Santos, e eu saí. Alguns torcedores ficaram bravos, mas acho que foi uma decisão correta. Para mim, era uma boa opção, jogar no Santos, jogar com Neymar, que foi uma coisa muito linda na minha carreira. Para o Cruzeiro, também foi bom, lucrou com a venda de um jogador de 28 anos. Foi uma boa escolha.”

CARRASCO DO FLAMENGO?

“Acho que sim, realmente foi o time que eu fiz mais gols. Marquei nos tempos de Universidad do Chile. Mas, sempre tive muito respeito. Nunca alimentei uma rivalidade.”

PROPOSTA RUBRO-NEGRA EM 2015

“Inclusive, recebi um convite em 2015 para jogar no Flamengo e fiquei muito honrado. Eu estava na China, mas o presidente do clube (Shandong Luneng) não liberou. Eu tinha mais alguns anos de contrato.”

BOCA OU RIVER? QUAL O ARGENTINO MAIS FORTE DA LIBERTADORES?

“O River Plate é o time da vez, o time do momento, que já está há alguns anos nessa pegada. Mas o Boca Juniors agora montou uma seleção, um verdadeiro timaço.”

QUAIS OS TIMES BRASILEIROS DO MOMENTO?

“Eu gosto muito do Grêmio, tem jogado muito bem. Assisti ao último jogo contra o Libertad. O Santos também, com o Sampaoli... fez seis gols em um jogo. Não estou conseguindo acompanhar muito os jogos do Brasileirão, mas gosto de ver esses times jogarem. O Palmeiras também, é um time que está sabendo jogar a Libertadores e pode ir longe."

VOCÊ JÁ VESTIU A 10 DA ARGENTINA. MESSI É JOGADOR DE CLUBE?

“Não acho que exista isso de jogador de clube. São situações diferentes. No Barcelona, ele tem uma seleção ao lado. Imagine Messi ao lado de Arthur, Suárez e o camisa 5 (Busquets). Tudo depende do funcionamento do time, todos se conhecem há muito tempo, é uma equipe direitinha. Em 2014, a seleção argentina tinha um time montado, quase foi campeão, mas depois mudaram muitos jogadores e o técnico.”

POR QUE ARGENTINOS JOGAM NO BRASIL, MAS BRASILEIROS NÃO JOGAM NA ARGENTINA?

“A moeda na argentina não é muito valiosa, os salários são muito baixos. O argentino também tem uma facilidade maior de se adaptar mais rápido, ficar longe da família, trabalhar sozinho. Tem muitos casos assim. É muito difícil um brasileiro sair do Brasil para vir à Argentina ganhar um salário baixo. Nunca tive a oportunidade de jogar com um brasileiro aqui, mas todos os estrangeiros que vêm tentamos ajudar, pelo menos nos times que joguei. Tentamos mantê-los perto e ajudar no que for necessário. O  argentino é bastante acolhedor com os estrangeiros. Talvez a língua tenha dificultado um pouco.”

Saiba mais!

Crédito da foto: Divulgação/Boca Juniors

Fonte: FoxSport

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