Michael vai de patinho feio a xodó, e Flamengo mira lucro com venda

Com cartaz de revelação de revelação do Brasileiro de 2019, Michael chegou ao Flamengo cercado de expectativas. Há exatos dois anos, o atacante foi apresentado no clube e, com um copinho de café na mão, distribuiu sorrisos ao posar com a camisa rubro-negra.

De lá para cá, o camisa 19 viveu em uma montanha russa que pode estar próxima da linha de chegada. Cobiçado pelo Al-Hilal (SAU), o jogador acompanha as conversas que envolvem seu futuro e aguarda.

Comprado por 7,5 milhões de euros (R$ 38,4 milhões na cotação da época), Michael foi uma espécie de luxo do Fla no mercado. Turbinado pela temporada de 2019 e com a esperança de ao menos repetir a dose no ano seguinte, o Rubro-negro atropelou a concorrência e levou o atleta.

Pedido por Jorge Jesus, o atacante, apresentado como "Jogador Raiz" pelo Fla, teve dificuldades para se adaptar e precisou superar um quadro de depressão. Com poucas oportunidades, sucumbiu ao banco de reservas e viu as chances rarearem com Domènec Torrent e Rogério Ceni.

Com Renato no comando, sua sorte mudou. Ao cair nas graças do comandante, ele desandou a fazer gols e colecionar boas atuações. De patinho feio, virou xodó da torcida e alvo do mercado. De olho na valorização do seu jogador, o Fla endurece as negociações e vê a possibilidade de lucro crescer, algo inimaginável tempos atrás.

Após uma boa temporada em 2021, o rubro-negro chamou a atenção dos sauditas, que acenaram com 8 milhões de dólares (R$ 44,1 milhões) em um primeiro momento. Dono de 80% dos direitos do atleta, o Fla quer mais e negocia que o repasse dos direitos ao Goiás, dono de 5% dos direitos econômicos, seja pago à parte.

As partes seguem debatendo, mas ainda há conversa sobre valores e formas de pagamento. O entendimento dos envolvidos é de que o negócio vai sair e o "Robozinho" vai mudar de ares. De patinho feio a xodó, Michael vai deixar uma lacuna para Paulo Sousa, mas dará um bom reforço nos cofres da Gávea.

Imagem: Alexandre Vidal/Flamengo

Fonte: Uol
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