Rio - Vivendo seus últimos dias com a camisa do Flamengo , Rodrigo Caio revelou que os momentos de maior dificuldade que enfrentou no clube não foram aqueles que esteve lesionado, mas sim os com o técnico Jorge Sampaoli. O zagueiro esteve à disposição do treinador em 34 jogos entre abril e setembro, mas não saiu do banco de reservas em nenhum deles. Em entrevista ao "ge", o defensor não escondeu sua mágoa com a situação.
"Não tinha nenhuma perspectiva. Teve treinamento que eu sabia que independentemente do que eu fizesse, eu não ia jogar. E falava: 'Pessoal, estou aqui por vocês, pelo respeito que temos um pelo outro, por aproveitar o que construímos e é difícil viver novamente'", contou o camisa 3.
Rodrigo Caio foi pouco utilizado em 2023 - Rodrigo Buendia / AFP
Rodrigo Caio foi pouco utilizado em 2023 Rodrigo Buendia / AFP
Rodrigo também aproveitou para elogiar Fábio Mahseredjian, preparador físico de Tite, que validou sua condição física quando chegou ao clube.
"Você fica na expectativa depois do preparador físico te elogiar, te mostrar. No dia seguinte, eu fui dar um abraço e falei com ele: 'Obrigado'. Ele disse que só falou a verdade, mas as pessoas não têm coragem de falar a verdade no mundo que a gente vive, de assumir e falar: 'É isso'. Foram oito meses com o Sampaoli, alguém teve coragem de falar a verdade que eu estava bem?", declarou.
Com contrato até o fim do ano, Rodrigo Caio não renovará com o Flamengo e deixará o clube após cinco temporadas. Ao todo, foram 151 jogos com a camisa rubro-negro, seis gols marcados e 11 títulos conquistados. Assim como Filipe Luís, que irá se aposentar, ele será homenageado em seu último jogo no Maracanã, no próximo domingo (3), às 16h (de Brasília), contra o Cuiabá.