Em movimentos nem tão silenciosos – principalmente depois que o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, tratou do tema em reunião do Conselho Deliberativo –, o Consórcio Fla-Flu espera avançar na venda dos naming rights do Maracanã ainda neste ano. O processo vai depender de aprovação no Governo do Estado do Rio de Janeiro, mas há otimismo em fechar o maior contrato do Brasil em naming rights. Em 2024, Flamengo e Fluminense ganharam a concessão do estádio por 20 anos.
Maracanã: mudança na fachada exigiria aprovação do Iphan — Foto: André Durão
Nos primeiros contatos informais, não houve veto do governo do estado – em outubro, o diretor geral do Maracanã disse ao ge que trataria do tema , o que ainda não aconteceu de forma oficial. O governo não respondeu à reportagem sobre a permissão da venda dos naming rights e afirmou apenas que não houve consulta formal do Consórcio Fla-Flu sobre o caso.
A diretoria do Flamengo – que tem 65% da participação societária do Consórcio – ainda estuda o tema e até acena ao mercado sobre a possibilidade, mas ainda espera amadurecer o plano para consultar oficialmente o Governo do Estado do Rio de Janeiro.
Relacionamento: Bap com os governadores Zema (de MG) e Cláudio Castro (do Rio de Janeiro) — Foto: Divulgação
No plano de negócios, o Consórcio Fla-Flu ignorava a possibilidade de venda de naming rights – o edital não tratava desta linha e previa como "receitas ordinárias" eventos de futebol, esportivos, não esportivos, exploração comercial (locação de restaurantes e visitas guiadas) e catering, estacionamento, áreas VIP, camarote e lounges. As receitas "extraordinárias" eram aqueles "projetos, atividades associadas, complementares ou adicionais à atividade-fim da gestão do Complexo."
No estádio municipal Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu , hoje com os naming rights do Mercado Livre, o edital de concessão por 35 anos já previa a negociação do nome do estádio com empresas desde que nele também constasse o nome Pacaembu - a exemplo de Itaipava Arena Fonte Nova, estádio concedido pelo Governo da Bahia.
Curiosamente, quem previa a exploração do nome do Maracanã foi a proposta do Vasco, ainda nos tempos de 777 Partners, e da WTorre. O Consórcio perdedor calculava R$ 10 milhões de naming rights no Maracanã. Relembre aqui .
Naming rights com valor anual de R$ 10 milhões em receita para parceiros em proposta do Vasco e WTorre — Foto: Reprodução
O Consórcio Fla-Flu faz previsão bem superior, da ordem de pelo menos R$ 40 milhões em expectativas mais modestas , o que significaria o maior contrato de naming rights no Brasil para o estádio mais famoso do país – confira a lista mais abaixo.
O ge procurou o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para saber se havia objeção de venda dos naming rights do Maracanã. O Iphan informou que “é possível adquirir o direito de exploração do nome do Maracanã.
No entanto, o local continuará oficialmente denominado Estádio Jornalista Mário Filho. Mas alertou: “O Iphan esclarece ainda que qualquer alteração na identificação do estádio em sua fachada deve ser previamente solicitada e aprovada pelo Instituto, conforme determina o Decreto-Lei nº 25/1937, que estabelece que bens tombados não podem ser alterados sem autorização prévia da autarquia.”
Lista de contratos de naming rights no Brasil:
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