netflaNETFLA | Todas as notícias do flamengo em um só lugar

Maior 'reforço' da janela do Flamengo ajuda a superar o ferrolho do Furacão

Receba as notícias do NETFLA

acompanhe tudo no Google News

Seguir →

O Flamengo já confirmou três contratações na abertura de mercado neste meio do ano, mas a volta à velha forma de um dos melhores jogadores de sua história recente é a grande ''aquisição'' do Mais Querido para a sequência da temporada.

Bruno Henrique saiu do banco de reservas no segundo tempo para ser o principal sócio de Arrascaeta na busca por superar a retranca paranaense. Conseguiram! A vitória de virada por 2 a 1 dá a vantagem de poder empatar na próxima quarta-feira em Curitiba.

O Rubro-Negro carioca encontrou problemas coletivos para criar chances antes do intervalo, mas subiu de produção na etapa complementar com mais mobilidade dada aos meias e o crescimento do uruguaio.

Jorge Sampaoli não pôde contar com Léo Pereira e Gabigol. David Luiz formou a dupla de zaga com Fabricio Bruno, e Pedro foi o centroavante. Victor Hugo atuou ao lado de Pulgar na primeira linha de meio-campo.

Já o interino Wesley Carvalho promoveu a estreia do argentino Esquivel na ala-esquerda e sacou Christian, que vinha atuando no setor. Montou um 5-3-2 com Canobbio e Vitor Roque no ataque, mas voltando muito para compactar o time e marcar em bloco baixo.

Veja como Flamengo e Athletico-PR iniciaram a partida — Foto: Reprodução

O jogo

Os primeiros instantes foram um sonho para o Furacão. Se um time que entra em campo disposto a se fechar para jogar em contragolpes abrir o placar aos seis minutos, representa a certeza de poder executar a estratégia bolada inicialmente. Vitor Roque ganhou de Pulgar em disputa de bola direta para o ataque, e Canobbio bateu na saída de Matheus Cunha para fazer 1 a 0.

A última linha de defesa do Athletico funcionou de forma impecável na primeira etapa. Coordenada na hora de flutuar para o lado da jogada, coberturas próximas, proteção de área eficaz, firmeza nos duelos e agressividade na abordagem quando algum homem do Flamengo recebia no terço final do campo.

Fernandinho, Erick e Vitor Bueno eram ajudados por Roque e Canobbio e também flutuavam com coordenação na frente da área. O cenário foi um terror para o Flamengo produzir.

Zé Ivaldo tenta desarmar Arrascaeta durante o jogo — Foto: André Durão/ge

O time da casa também ficou devendo em alguns aspectos. Poderia ter tido mais movimentos de infiltração por dentro quando a bola batia nos pés de Wesley, bem aberto pela direita, e de Gerson ou Ayrton Lucas, que se revezavam no papel de dar amplitude ao time pela esquerda.

Pedro esteve muito sozinho na região ocupada entre os zagueiros. Arrascaeta e Everton Ribeiro buscaram circular para a esquerda e para a direita, respectivamente, e isso deixava o camisa 9 isolado. A situação melhorava quando Victor Hugo e Pulgar conseguiam atacar a área. Aconteceu com mais frequência nos últimos minutos e o time da casa teve duas jogadas de relativo perigo.

Tirando isso, somente uma falta muito bem cobrada por Arrascaeta aos 15'. O Athletico incomodou pouco, com contra-ataques depois do gol. Marcava muito atrás, e isso dificultava para recuperar a bola em uma região de campo que privilegiasse uma transição rápida bem estruturada.

A pressão anfitriã seguiu na segunda etapa, e Arrascaeta conseguiu retomar uma bola no campo de ataque antes dos dez minutos. Com a defesa adversária menos postada, encontrou Gerson na área e sofreu o pênalti de Madson em bate-rebate na sequência. Pedro bateu mal, mas converteu e empatou.

Logo depois, Bruno Henrique entrou no lugar de Victor Hugo, Gerson foi recuado, e o camisa 27 precisou de apenas cinco minutos em campo para virar a partida. Superou Fernandinho e completou de cabeça uma falta cobrada por Arrascaeta na área.

O jogo, enfim, ficou aberto no período final. O Athletico teve acréscimos de jogadores mais ofensivos em campo e cedeu espaços para o Flamengo contra-atacar. Luiz Araújo, que estreou ao entrar na vaga de Everton Ribeiro, deixou Bruno Henrique na cara do gol em contragolpe, mas ele finalizou pra fora.

A pressão ensaiada pelo time paranaense nos últimos minutos foi bem rechaçada pela defesa carioca. Faltou ao Athletico mais poder de contra-ataque quando teve o jogo controlado defensivamente.

Ultimas Noticias