Luís Henrique, atacante que atualmente se destaca na Inter de Milão, compartilhou detalhes sobre sua trajetória e as ofertas que recebeu ao longo da carreira em entrevista à ESPN. O jogador, que quase se transferiu ao Flamengo em 2022, revelou a importância de sua passagem pelo Botafogo e como isso foi crucial para seu desenvolvimento.
“Ali foi uma confusão do caramba. O Flamengo veio atrás, né, mas não saiu na mídia. Logo depois, eu já tinha meio acertado com o Flamengo. Entre eu e Flamengo estava tudo certo, precisava acertar com o Marseille”, explicou Luís Henrique.
O jogador esclareceu que, apesar de parecer que havia negado o Botafogo para ir ao Flamengo, a situação era mais complexa. “Acabou que o Botafogo foi em negociação com o Marseille, e a do Flamengo com o Marseille não deu certo, saíram fora, e eu já estava ambientado no Botafogo, tinha muitos amigos ali, conhecia bem o clube”, completou.
Passagem pelo Botafogo
Luís Henrique chegou ao Botafogo na segunda metade de 2022, mas sua passagem não foi marcante, com apenas dez jogos disputados. No entanto, em 2023, ele teve um desempenho muito melhor, marcando seis gols e fornecendo quatro assistências em 59 partidas. O atacante destacou a importância desse período: “Não terminou da forma como eu queria, mas foi muito importante para mim essa volta. Tive tempo de jogo, joguei o Brasileirão, que não tinha jogado no começo. Foi um período que me fez crescer muito, voltar com uma cabeça diferente para a Europa”.
Retorno ao Marseille
Após sua passagem pelo Botafogo, Luís Henrique retornou ao Marseille, onde encontrou Gennaro Gattuso como treinador. Para ele, Gattuso foi fundamental em sua recuperação e evolução como jogador. “Foi um clube muito importante para mim, que acreditou em mim, por mais que a primeira passagem não tenha sido tão convincente. Eles souberam esperar também, cheguei em um clube novo, que tem muita pressão. O clube me recuperou com o Gattuso, ele que me colocou para jogar, me deu confiança”, afirmou.
Além de Gattuso, outros treinadores como Jorge Sampaoli e Roberto De Zerbi contribuíram para sua evolução. Luís Henrique se referiu a De Zerbi como “um pai” e reconheceu a importância de Gerson, seu ex-companheiro no Marseille, que também teve um papel significativo em sua adaptação e desenvolvimento. “Com o Sampaoli, eu joguei bastante quando ele chegou, fui muito bem com ele, mas na segunda temporada ele montou o time que ele queria, tinha os jogadores dele, e eu entrava às vezes”, disse.
O atacante destacou a amizade que desenvolveu com Gerson e como isso ajudou em sua trajetória: “(Gerson) É um cara que se parece muito comigo em relação à família, essas coisas, é um cara que gosta muito de estar com a família, então a gente estava sempre junto no dia a dia, fora de campo também, na casa dele ou na minha”.
A trajetória de Luís Henrique mostra como as decisões e as influências ao longo da carreira podem impactar o desenvolvimento de um jogador. Desde a quase transferência para o Flamengo até a recuperação no Marseille, ele tem se adaptado e evoluído, solidificando sua posição como um jogador importante no futebol europeu.