O Flamengo reinicia na próxima quarta-feira (14) a caminhada na Conmebol Libertadores . Jogando no Estádio Norberto 'Tito' Tomaghello, o Rubro-Negro encara o Defensa y Justicia buscando eliminar os argentinos e não repetir o ano de 2020, quando caiu para o Racing nas oitavas de final.
Tirando 2019, quando encantou o continente e conquistou o torneio sul-americano sob o comando de Jorge Jesus, o Flamengo, no século XXI, colecionou campanhas ruins. No máximo, chegou às quartas de final.
De 2002 para cá, foram 10 participações, tirando a atual. Foram quatro quedas na fase de grupos, quatro quedas nas oitavas de final, uma nas quartas e um título, em 2019.
E, em entrevista ao ESPN.com.br , o ex-volante Kleberson, que esteve em duas dessas campanhas, deu a dica para o atual elenco não repetir o passado e acumular mais uma campanha que a torcida rubro-negra não se orgulha.
"Primeira coisa é buscar esses traumas antigos. Realmente, vivemos um muito grande com o América-MEX no Maracanã, onde ninguém imaginava que o Flamengo poderia ser eliminado depois de tudo que fez no México. Sabemos que jogadores têm altos e baixos. Muitas coisas envolvendo no psicológico, técnico, tático, opções de treinador, como você joga, como o outro time joga. Tudo isso influencia no momento", começou por afirmar.
"Dentro de campo é dar o melhor. Sei que a torcida do Flamengo quer isso. Por mais que ela cobre resultado e vitória, ela cobra que você dê tudo dentro de campo. Mas, ela cobra mais que você se dedique dentro de campo, que você sue. Lembro muito da frase do Joel, quando falava: 'Isso aqui é Flamengo. Tem que suar e ralar'. Sempre usava essas palavras. Quando entrava em campo, tentávamos isso primeiro. O Flamengo tem que seguir esse caminho de fazer isso que está fazendo e ir um pouco mais para que não aconteça resultados inesperados como aconteceu conosco em 2008", completou.
Em 2008 e 2010, o ex-jogador esteve na, talvez, mais traumática das campanhas e na que o Flamengo chegou mais longe, tirando o título de 2019. Na primeira, atuou 45 minutos na partida em que Cabañas deu show, calou o Maracanã e reverteu o resultado para o América-MEX.
Dois anos depois, com o elenco que havia sido campeão brasileiro em 2009, fez parte do Rubro-Negro que caiu para a Universidad do Chile , em Santiago, em partida marcada pelo golaço de Montillo.