Na noite desta quarta-feira (21), Flamengo e Internacional entram em campo pela primeira partida das quartas de final da Copa Libertadores , no Maracanã, às 21h30 (Brasília).
A última vez que ambos se enfrentaram em uma partida de mata-mata foi nas quartas de final da Copa do Brasil de 2009, também com ida no Rio e volta em Porto Alegre. Naquela ocasião, empate sem gols no Maracanã e vitória colorada por 2 a 1 no Beira-Rio, com gol de Andrézinho aos 43 minutos do segundo tempo.
Naquele ano, o Inter terminou como vice-campeão da Copa do Brasil, perdendo a final para o Corinthians , e também do Campeonato Brasileiro , atrás apenas do... Flamengo.
Desde então, as trajetórias das equipes foram bastante parecidas, com uma queda e uma recuperação que culminam nos dois estarem de volta ao topo do futebol brasileiro, cada um a seu estilo.
O resgate do DNA ofensivo do Flamengo
Depois de ser campeão brasileiro em 2009, o Flamengo viveu bons momentos por mais dois anos, antes de decair por conta de problemas financeiros. A equipe rubro-negra chegou a lutar contra o rebaixamento em alguns momentos, até ser resgatada financeiramente pela gestão de Eduardo Bandeira de Mello.
Atualmente, o Flamengo é um dos clubes com mais dinheiro do Brasil e, consequentemente, um dos grandes protagonistas do futebol brasileiro.
Além do dinheiro, outro fator ajuda a explicar essa mudança: o resgate do DNA ofensivo do clube. Principalmente após a chegada de Jorge Jesus e com nomes como Éverton Ribeiro, Arrascaeta, Gabriel Barbosa, Vitinho e Bruno Henrique, o Flamengo voltou a praticar o futebol ofensivo que sempre lhe foi característico.
Em 2019, ninguém marcou mais gols que a equipe rubro-negra. São 82 até aqui, com uma média de 1,86 gol por jogo. O segundo colocado em números absolutos é o Atlético Mineiro, com 77, enquanto na média vem o Grêmio, com 1,69 gol/jogo - os números são do site especializado FutDados.
A muralha vermelha
Assim como o Flamengo, o Internacional viveu momentos de glórias nos anos seguintes, como a conquista da Libertadores em 2010, antes de entrar em crise. Em 2016, a equipe viveu seu pior momento e foi rebaixada para a segunda divisão.
Desde então, a equipe colorada lambeu as feridas, retornou à elite do futebol brasileiro e, neste ano, se restabeleceu como uma das principais candidatas a qualquer título no país.
A diferença, porém, está na maneira que o Inter se rergeu. Sem ter tanto dinheiro, a equipe também recorreu ao resgate de sua história - e do futebol gaúcho. Baseado na defesa antes do ataque, o Inter recuperou o protagonismo.
Sob a batuta de Odair Hellmann, a equipe é a quarta que menos sofreu gols na temporada - apenas 30. O ataque é apenas o 11º com apenas 56 gols marcados e uma média de 1,24 por jogo (15º neste quesito). Ainda assim, a equipe está nas quartas de final da Libertadores, com um pé na final da Copa do Brasil e com condições de brigar pelo topo do Brasileirão.
Duelo de estilos
Apesar de histórias tão parecidas, as equipes carregam estilos distintos. Nesta noite no Maracanã e também no Beira-Rio daqui uma semana, veremos um duelo de duas escolas opostas entre si, mas com o mesmo sucesso. Promessa de dois excelentes jogos.