Com a vitória do Flamengo sobre o River Plate , no último sábado, agora as duas principais competições da América do Sul estão nas "mãos" de técnicos europeus : a Libertadores é do português Jorge Jesus, enquanto a Copa Sul-Americana foi faturada pelo espanhol Miguel Ángel Ramírez, do Independiente Del Valle, do Equador.

Com todo o sucesso do Mister desde que chegou ao Fla, além das ótimas campanhas de outros estrangeiros, como o argentino Jorge Sampaoli, no Santos , estaria o Brasil à beira de uma "invasão" de comandantes gringos nos próximos tempos?

A ESPN questionou Jesus sobre o tema em sua coletiva após a conquista da Libertadores, e o luso afirmou que não acha que isso deve necessariamente acontecer.

Além disso, fez um alerta: não é só porque o técnico é estrangeiro que ele necessariamente fará um trabalho de qualidade.

"Não sei se podemos referenciar tudo da mesma maneira. Na Europa, é normal um jogador ou um treinador trabalhar em qualquer país, pois a globalização já chegou lá há muitos anos. Então, eu não ponho essa bandeira, não tenho essa maneira de olhar na qual um treinador estrangeiro chegou em um continente diferente, foi vencedor e, a partir daí, vão trazer mais estrangeiros. Não é assim", disse.

"Nem todos os treinadores estrangeiros têm a mesma capacidade”, disparou.

O Mister ainda prosseguiu no tema, fazendo questão de ressaltar que não quer "valorizar nem desvalorizar" os treinadores brasileiros e europeus.

"Agora, é verdade que, no mundo de hoje, em todas as profissões a coisa se modificou. A gente hoje trabalha com a mesma velocidade em Portugal ou em Lima. Esse é o novo mundo, é a globalização", explicou.

"Então, eu não queria referenciar isso de valorizar ou desvalorizar os outros treinadores, nesse caso do Brasil ou de onde meu colega espanhol, que foi o vencedor do outro troféu (Copa Sul-Americana). Não olho dessa maneira, mas olho, sim, para aquilo que, neste momento, é o mundo”, finalizou.

Jesus tem contrato com o Flamengo até 1º de junho de 2020. Uma possível volta ao Benfica é especulada nos bastidores, e a diretoria rubro-negra no momento trabalha para manter o português no cargo.