O atacante Paolo Guerrero desembarcou em Lima, capital do Peru, na tarde desta terça-feira (15) e foi recepcionado por uma multidão no aeroporto Jorge Chávez. Segundo o jornal local Líbero, cerca de 500 pessoas foram ao local para prestar solidariedade ao camisa 9, que está fora da Copa do Mundo com o aumento da suspensão por doping.



"Estou triste. Vim aqui botar a cara. Passo por uma injustiça, estão me tirando da Copa do Mundo. Mais do que isso é minha carreira: o futebol. Estou agradecido ao público e isso não posso negar. Hoje vim para demonstrar o meu carinho com as pessoas que me apoiam. Agora tenho que ver que ações vou tomar com meus advogados. Estão acontecendo muitas coisas estranhas, justamente por isso estou aqui. Quero esclarecer tudo. Quero ver o que está acontecendo", disse Guerrero ao chegar ao país natal.

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"Não entendo muito bem, há muitas especulações, a atitude da Federação, a seleção que continua concentrada no hotel. Não entendo. O hotel (Swissotel) foi um fator importante que me prejudicou quando vim ao Peru buscar as evidências. Para mim, o Swissotel me deu as costas. Eu queria saber a verdade. Agora eles ajudaram a Wada, mandaram uma carta. Vai haver ações contra isso", completou o atacante, estendendo as críticas à Federação Peruana de Futebol e ao hotel que serviu de concentração na época do incidente.


Guerrero já havia atacado o Tribunal Arbitral do Esporte e a Agência Internacional Anti-doping na última segunda-feira (14), quando soube do aumento da punição para mais oito meses, além da pena imposta pela Fifa. O jogador só poderá voltar a jogar profissionalmente em 2019. O contrato com o Flamengo termina daqui a pouco menos de três meses, em 10 de agosto.


Veja mais da manifestação dos peruanos por Guerrero:

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Fotos: Ernesto Benavides/Getty Images