Para aumentar o poder de fogo de seu ataque, o Flamengo contratou o artilheiro do último Campeonato Brasileiro. Apesar de o nome ser novo — Gabigol —, o expediente é antigo: esta é a quinta vez neste século que o rubro-negro se reforça com o principal marcador do Brasileirão anterior na expectativa de que o sucesso se repita pelos lados da Gávea. Garantir o sucesso da fórmula, porém, tem sido um problema.
Não é preciso ir longe. No ano passado, o Flamengo foi buscar Henrique Dourado no rival Fluminense para ser a sombra (e depois o titular) de Guerrero. O Ceifador terminara o nacional de 2017 na artilharia, com 18 gols, empatado com Jô, do Corinthians. No rubro-negro, ele não só passou longe de repetir o desempenho como, sem prestígio, pode ser negociado justamente após a chegada de Gabigol.
Atacantes contratados pelo Flamengo após serem artilheiros do Brasileiro
Mesmo em ano de conquistas, não há garantias de sucesso. Josiel que o diga. Artilheiro de 2007 com o Paraná, ele atuou por empréstimo no Flamengo entre 2008 e 2009. Não deixou muitos gols, nem fez grandes partidas. Ao menos participou dos títulos carioca e brasileiro.
Pior ainda foi a trajetória de Dimba: depois de brilhar no Goiás em 2003, o atacante chegou com moral ao Rio de Janeiro. Mas foi um dos muitos fiascos do Flamengo em um dos períodos mais conturbados de sua história, quando esteve ameaçado pelo rebaixamento diversas vezes.
Quem se saiu melhor em sua temporada rubro-negra pós-artilharia foi Souza. O Caveirão, principal marcador do Brasileiro de 2006 no próprio Goiás, caiu nas graças da torcida (lembra do chororô?). Ainda assim, é seguro imaginar que Gabigol pretende fazer mais e melhor.