Gabigol lembra assistência no Maracanã para Bruno Henrique e brinca com retribuição: "Quites"

Autor do gol que classificou o Flamengo para as semifinais da Libertadores - após empate por 1 a 1 com o Internacional, no Beira-Rio (placar agregado 3 a 1), o atacante Gabigol lembrou o passe para o gol de Bruno Henrique no Maracanã e brincou com a eficiência da dupla.

- Feliz de jogar mais um ano com ele. Óbvio que vamos ganhando entrosamento com o tempo. Foi mais um gol com passe dele. Mas no Maracanã, foi meu passe. Estamos quites - disse Gabriel.

As semifinais serão contra o Grêmio, nos dias 2 e 23 de outubro - a primeira partida em Porto Alegre, a segunda no Rio de Janeiro. Quem passar faz a final dia 23 de novembro, em Santiago (Chile), na primeira final única da história da Libertadores.

Seguido por Berrío, Gabigol comemora o gol de empate contra o Internacional — Foto: Vinícius Costa/BP Filmes

Seguido por Berrío, Gabigol comemora o gol de empate contra o Internacional — Foto: Vinícius Costa/BP Filmes

Para o atacante rubro-negro, que marcou 26 gols - 5 na Libertadores, a um de Scarpa (Palmeiras), Marco Ruben (Athletico) e Adrián Martínez (Libertad-PAR) - em 37 jogos na temporada, o time de Jorge Jesus foi melhor novamente no duelo em Porto Alegre. Ele admitiu, porém, a dificuldade criada pelo Internacional na segunda etapa.

- Acho que fomos muito superiores no primeiro tempo. Criamos chances. Eles não criaram muita coisa. Estavam nervosos pela situação e aproveitamos. No segundo tempo, naturalmente, pela vantagem, baixamos a marcação. Depois eles conseguiram o gol e nós encaixamos um contra-ataque, fomos felizes e matamos o jogo numa bela jogada - analisou o centroavante.

Gabigol faz seu gesto característico, repetido 26 vezes em 2019 — Foto: REUTERS/Diego Vara

Gabigol faz seu gesto característico, repetido 26 vezes em 2019 — Foto: REUTERS/Diego Vara

"Falei que ia fazer um"

O jogo da volta poderia ter sido mais fácil se Gabigol não tivesse desperdiçado duas chances claras de gol. Uma delas logo no início do jogo, quando saiu na cara de Marcelo Lomba. Na saída de campo, o repórter Eric Faria perguntou se ele se abalou com as falhas nas conclusões.

- Isso jamais (abalar). Acho que o psicológico às vezes tem que ser mais forte que qualquer coisa. Acabei falhando duas vezes, mas acontece. Fiz o que sempre faço, sem brincar. Na primeira bola se não me engano ele (Marcelo Lomba) teve um pouco de sorte, pegou na cabeça dele. Na segunda acabei tirando muito. Mas falei com meus companheiros que ia fazer um. Jogo com companheiros incríveis. Sabia que ia ter outra chance e fazer o gol.

 — Foto: Divulgação

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Fonte: Globo Esporte