Rio - A notícia da liberação do atacante Gabigol para voltar aos gramados , divulgada na manhã desta terça-feira (30), fez a alegria dos rubro-negros. No entanto, a real situação do ídolo ainda gera dúvida entre torcedores: afinal, o camisa 10 foi absolvido da acusação de tentar fraudar exame antidoping?
A resposta é não . O que a defesa de Gabigol conseguiu nesta terça-feira (30) foi um efeito suspensivo, concedido pela Corte Arbitral do Esporte (CAS), na Suíça , para a punição de dois anos imposta pelo Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem (TJD-AD). Com isso, o atacante poderá jogar pelo Flamengo normalmente até que receba uma sentença definitiva sobre o caso.
Agora, Gabigol aguardará o julgamento de seu pedido de recurso ao CAS . Neste caso, a sentença deve demorar alguns meses para ser definida, mas o camisa 10 poderá realizar suas atividades junto ao Flamengo amparado pelo efeito suspensivo.
Gabigol não atua pelo Flamengo desde o dia 25 de fevereiro , quando entrou no clássico entre o Rubro-Negro e o Fluminense pelo Carioca. Em 2024, ele fez oito jogos e marcou duas vezes. O atacante foi suspenso no dia dia 25 de março e estava impedido, inclusive, de realizar atividades no CT do Ninho do Urubu.

Entenda o caso

Gabigol é acusado de dificultar a realização de um exame antidoping surpresa no dia 8 de abril de 2023, no Ninho do Urubu . Segundo os agentes, ele se mostrou contrariado desde a chegada da equipe antidopagem ao local, por volta de 8h40.
Os responsáveis pelo exame alegam que Gabigol não se dirigiu a eles antes do treino do Flamengo e os ignorou também após a atividade , indo direto almoçar. Eles também afirmam que foram tratados com desrespeito pelo camisa 10, que se irritou em vários momentos.
À exceção de Gabigol, os outros atletas do Flamengo fizeram o exame antes do treino das 10h , o que é recomendável. Além disso, o atacante cometeu outras irregularidades, como ter ido ao banheiro na hora do exame sem a presença de um dos fiscais, além de ter entregue o pote sem a tampa.
O ídolo do Flamengo foi enquadrado no artigo 122 do Código Brasileiro Antidopagem, que fala em "fraude ou tentativa de fraude de qualquer parte do processo de controle" e prevê suspensão de até quatro anos em caso de condenação.