Suíça - A Corte Arbitral do Esporte (CAS) decidiu adiar o julgamento de Gabigol , que estava previsto para acontecer nesta sexta-feira (7), na Suíça. O atacante, que foi punido com dois anos de suspensão por tentar fraudar um exame antidoping , ainda não tem uma nova data para ser julgado. A expectativa é de que isso aconteça no segundo semestre deste ano.
O pedido de adiamento partiu da União Federal, que faz parte do processo e alegou não ter sido notificada sobre o caso. Por isso, o órgão não indicou um árbitro para atuar no julgamento e solicitou o adiamento, que foi concedido pelo CAS.
Gabigol decidiu viajar à Suíça para acompanhar o julgamento e desembarcou no país europeu na manhã desta quinta-feira (6) . Pouco depois, seu advogado, Bichara Neto, foi informado do adiamento da sessão. O jogador e seus representantes ficaram frustrados com a decisão.
Apesar da data do julgamento ter sido prorrogada, Gabigol pode seguir atuando pelo Flamengo normalmente . Em abril, o ídolo rubro-negro conseguiu um efeito suspensivo que o permite entrar em campo até a decisão final no CAS.

Entenda o Caso

Gabigol é acusado de dificultar a realização de um exame antidoping surpresa no dia 8 de abril de 2023, no Ninho do Urubu. Segundo os agentes, ele se mostrou contrariado desde a chegada da equipe antidopagem ao local, por volta de 8h40.
Os responsáveis pelo exame alegam que Gabigol não se dirigiu a eles antes do treino do Flamengo e os ignorou também após a atividade, indo direto almoçar. Eles também afirmam que foram tratados com desrespeito pelo camisa 10, que se irritou em vários momentos.
À exceção de Gabigol, os outros atletas do Flamengo fizeram o exame antes do treino das 10h, o que é recomendável. Além disso, o atacante cometeu outras irregularidades, como ter ido ao banheiro na hora do exame sem a presença de um dos fiscais, além de ter entregue o pote sem a tampa.
O ídolo do Flamengo foi enquadrado no artigo 122 do Código Brasileiro Antidopagem, que fala em "fraude ou tentativa de fraude de qualquer parte do processo de controle" e prevê suspensão de até quatro anos em caso de condenação.