Rio - O futuro de Gabigol foi um dos temas da entrevista do atacante ao podcast "Podpah". Isso porque o jogador vai entrar no último ano de contrato com o Rubro-Negro. Além disso, o presidente do Corinthians, Augusto Melo, disse que o atleta precisa de "novos ares" ( clique aqui e veja ). Nesse sentido, Gabi elogiou o carinho que tem recebido da torcida do Timão, mas destacou que lida apenas com a realidade, que é o Fla. Ele também destacou não saber o dia de amanhã e quer que 2024 seja especial no clube carioca.
"Tenho mais um ano de contrato com o Flamengo. Do meio de 24, eu estou livre (para assinar pré-contrato). Eu lido muito com a realidade, a realidade é que tenho contrato com o Flamengo. Agradeço muito o carinho, tem sido muito f***. Estou em São Paulo tem uns três/quatro dias, vou nos restaurantes, e a torcida do Corinthians sempre vem falar falar comigo. Tem sido muito f***. Teve uma conversa com o Flamengo da renovação. Acabou que não foi assinada a renovação. Lido muito com a realidade, tenho mais um ano de contrato. Querendo ou não pode ser meu último ano com a camisa do Flamengo, não sabe o que vai acontecer. Então, quero que seja especial", afirmou Gabigol.
"Futebol é muito louco. Não quer dizer que eu vá, não quer dizer que eu não vá. Como vou saber o dia de amanhã? Como eu falei, a realidade é que eu tenho mais um ano de contrato com o Flamengo. Não sei o que vai acontecer. Se for meu último ano ou se não for, eu quero que o próximo ano seja especial, porque esse ano as coisas não foram do jeito que eu queria. Pela lesão, pelo que aconteceu com o Flamengo durante o ano, os treinadores. Acho que não foi da forma que tinha que ser. Dos meus últimos cinco anos, foi o ano que eu não consegui dar o meu máximo", completou, posteriormente.
Além de dizer que não conseguiu dar o máximo, Gabi também revelou em outro momento da entrevista que sofreu uma lesão durante o Mundial de Clubes. Nesse sentido, ele admitiu que deveria ter parado para tratar e assumiu a responsabilidade ao destacar que continuar a jogar foi uma decisão tomada consensualmente.
"Aconteceu de eu jogar machucado praticamente o ano todo. Tive uma lesão no adutor no Mundial (em fevereiro). No segundo jogo, machuquei meu adutor. Recuperei, só que estávamos em sequências de finais, era importante eu estar no campo, 'não queria largar o osso'... Eu tinha que ter parado. Em fevereiro, eu parei. Só que o Flamengo jogou Recopa, depois começou o Brasileiro, e foi, e foi, e foi... Tiveram as datas Fifa. Então, também fui tratando nas paradas. E aí não conseguia realmente estar 100%. Eu tinha que ter parado em algum momento ali", contou.
"É tudo em consenso, com o médico, com o treinador da época, o Vítor Pereira, depois tinha um jogo muito importante com o Sampaoli, continuei, depois teve um jogo muito importante com o Tite, não parei. E é por desgaste, há cinco anos sou o que mais jogo. Isso desgasta, acho que meu corpo pediu: 'calma aí um pouquinho'. Não lembro a última vez que joguei sem dor, essa no tendão foi um pouquinho mais forte. Aí não consegui jogar 100%. Mas foi um risco assumido que também faço parte disso", finalizou.