Flagrado pela polícia em um evento com mais de 200 pessoas na madrugada deste domingo (14) , Gabriel Barbosa, do Flamengo , tem sido questionado em suas redes sociais por uma posição pública sobre o combate à COVID-19 há um ano.

A operação que encontrou o atacante em um cassino clandestino na região da Vila Olímpia, bairro da zona Sul de São Paulo, aconteceu após denúncias de que haveria uma festa no local com aglomeração, justamente no pior momento da pandemia do novo coronavírus no Brasil.

“Hoje é em nome da família Barbosa e de outras. Vivemos tempos difíceis, tempos de infecções, doenças, perdas, mas temos de nos conscientizar, tomar os cuidados necessários para preservar o próximo, nossas crianças, idosos e pessoas suscetíveis ao vírus. Fica aqui nosso alerta e esperança de dias melhores. Única maneira de combatermos é o movimento único de prevenção. Vamos nos resguardar, ficar em casa e nos proteger”, publicou o atacante em 15 de março de 2020.

Tanto o jogador como vários outros dos presentes, entre eles o MC Gui, foram encaminhados até à Delegacia de Crime contra a Saúde Pública, na região central da capital paulista, para prestar esclarecimentos e então liberados.

Gabriel Barbosa Almeida, o Gabigol, tem 24 anos e está de férias após o Flamengo ter conquistado o Campeonato Brasileiro de 2020 no fim de fevereiro. Ele e outros dos principais jogadores do clube carioca têm a reapresentação marcada para esta segunda-feira (15).

Um dos envolvidos da polícia na ação falou à GloboNews e disse que funcionários e responsável pelo cassino clandestino podem até ter que responder por crime contra a saúde pública e jogo de azar.

"... Alguns foram encaminhados já para prestar esclarecimento aqui na delegacia e os funcionários e o responsável pelo local também devem responder por crime contra a saúde pública e jogo de azar, contravenção. Os demais serão ouvidos posteriormente porque senão a gente causaria outra aglomeração aqui", afirmou o delegado de polícia e supervisor do GARRA (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos)/DEIC, Eduardo Brotero.

A operação teve o trabalho conjunto de agentes da Vigilância Sanitária, Procon-SP e Polícias Militar e Civil.