Rio - A relação de Gabigol e Tite foi abordada na entrevista do atacante ao podcast "Podpah", na noite desta segunda-feira, 11. Isso porque, durante a festa de comemoração dos títulos da Copa do Brasil e da Libertadores, no fim do ano passado, no Centro do Rio, houve uma provocação ao treinador, que à época estava na seleção brasileira. Como Gabi ficou de fora da lista de convocados para a Copa do Mundo, a torcida do Flamengo gritou "ô, Tite, vai se f..., o Gabigol não precisa de você". O atacante, na ocasião, pegou o microfone e respondeu que já jogava em uma seleção.
"Também não acho (nada errado). Não foi provocadinha. A torcida do Flamengo cantou uma música, eu cantei com eles. Não foi direcionado. A gente estava ali muito bêbado, campeão da Libertadores. Troquei ideia com ele quando ele chegou. Há respeito em ambos e vida que segue".
Gabigol também falou sobre a reserva no Flamengo. O camisa 10 não foi titular desde a chegada de Tite, mostrou que não está satisfeito com o status de reserva e destacou que seguirá trabalhando para mostrar seu máximo para estar à disposição quando o treinador precisar.
"Ele tem um estilo de jogo, ele levou o Pedro para a Copa. Então, naturalmente, o Pedro é a preferência. O estilo de jogo é mais propício de jogo ao Pedro. O que eu tenho que fazer? Trabalhar, mostrar que posso ser útil e ter mais tempo de jogo".
"Claro que fico p***, quero jogar. Não estou suave, óbvio que não estou feliz. Fui para a Inter de Milão e para o Benfica e saí porque não estava jogando. Não é um pensamento individualista. É ter mais oportunidade, todo mundo foi titular com ele e eu ainda não fui. Mas também sei que não tenho que ficar falando. O que eu tenho que fazer é dentro do campo, treinar, mostrar o meu máximo e, quando ele precisar, eu vou estar lá".
Na entrevista, o atacante também revelou que não esperava ser chamado por Tite para a Copa do Mundo de 2022. Gabigol destacou que achava que merecia a convocação, mas explicou por que acreditava que não estaria na lista. Ele também contou que "ficou de boa" com a não convocação.
"Não (esperava ir para Copa). Nunca falei sobre isso, eu achava que merecia irter ido para a Copa, mas agora é muito fácil falar. Meus quatro anos antes da Copa foram propícios para ir para a Copa. Mas tinham outros jogadores também que talvez, antigamente, Alex, Dudu também uma época... São escolhas", disse Gabi.
"O que eu achava que não iria (para a Copa) eram pelas convocações. Ia (para jogos do Brasil) e não entrava, às vezes não ia (não era convocado). Pelo andar da carruagem, o meu sentimento era de que não ia. Fiquei de boa. Se eu fosse, seria mais surpresa para mim", completou.