Coniderado por muitos como um dos times mais técnicos do Brasil e o que joga mais bonito, o bicampeão carioca Fluminense vem fazendo também da bola parada uma de suas maiores aliadas para o sucesso.
A equipe comandada por Fernando Diniz já conseguiu fazer 17 gols a partir de bolas paradas e, ainda melhor, não sofreu nenhum. Foram marcados oito gols a partir de escanteios, cinco gols de pênalti, dois após faltas levantadas na área, um de falta direta e um a partir de falta dois toques. Só arremessos laterais ainda não viraram gol do Fluminense nesta temporada.
Mas o Botafogo já fez gol em lateral e de todos os modos. A equipe treinada pelo português Luís Castro é a que mais gols fez na temporada a partir de bolas paradas. Foram 18: sete em escanteios, cinco em faltas levantadas, dois em laterais, dois em pênaltis, um em falta direta e um a partir de falta dois toques. O desempenho só não é considerado o melhor de todos porque o Botafogo já sofreu três gols a partir de bolas paradas: dois em escanteios e um em falta direta. O ranking abaixo foi organizado por saldo de gols a partir de bolas paradas.
*Treinadores que já deixaram o clube, mas comandaram o time na maior parte da temporada — Foto: Espião Estatístico
Trabalhos longevos explicam?
Por outro lado, dos seis piores desempenhos entre gols marcados e sofridos a partir de bolas paradas, apenas um, o Cruzeiro , tinha mais sete meses de trabalho. Os demais começaram neste ano, embora tenham sido contratados no final do ano passado. Desses seis, três já foram demitidos: Fernando Lázaro, ex- Corinthians , Paulo Pezzolano, ex- Cruzeiro , e Vítor Pereira, ex- Flamengo .
Dos nove times com melhor desempenho na bola parada, só o São Paulo demitiu o técnico, Rogério Ceni. Há quatro clubes empatados na décima colocação pelo saldo de gols feitos e sofridos a partir de bolas paradas. Assim, dos 11 clubes com pior desempeho na bola parada, cinco já trocaram de treinador ( Corinthians , Coritiba , Cruzeiro , Flamengo e Goiás ).
*A equipe do Espião Estatístico é formada por: Guilherme Maniaudet, Guilherme Marçal, João Guerra, Leandro Silva, Roberto Maleson, Roberto Teixeira, Valmir Storti e Vitória Lemos