O Flamengo promete ir à Confederação Brasileira de Futebol contra as novas datas dos jogos do Campeonato Brasileiro que foram remarcados pela entidade. Segundo o novo cronograma da CBF, o clube terá quatro jogos em um intervalo de oito dias entre 31 de outubro e 7 de novembro .
Vice-presidente Jurídico do clube, Rodrigo Dunshee de Abranches confirmou em sua conta no Twitter que o Rubro-Negro tentará a revisão da nova tabela, e alegou que 'não há permissão judicial' para que isso aconteça.
“Não é permitido jogar em menos de 66 horas entre a hora do último jogo e o começo do próximo. Não há permissão judicial para isso e se trata de uma condição de trabalho sub-humana, expondo os atletas a riscos acima do razoável. 4 jogos em 8 dias é inviável”.
“Há uma sentença judicial que homologou um acordo e que proíbe intervalo menor que 66 horas. Houve um caso de força maior em 2020 e um jogo com 48 horas, mas em 2021 não teve paralisação dos campeonatos por pandemia, mas pela Copa América. Vamos pedir a CBF que corrija isso”, escreveu Dunshee.
Único time do Brasileirão com apenas 17 partidas, o Flamengo terá seu calendário espremido e terá quatro jogos em um período de 7 dias com as mudanças. Com o novo calendário, o Rubro-Negro jogará no domingo, dia 31 de outubro, em casa contra o Atlético-MG . Depois viaja para Curitiba para encarar o Athletico-PR na terça, dia 2 de novembro.
Na sexta-feira, dia 5 de novembro, recebe o Atlético-GO , e fecha a sequência no domingo, 7 de novembro, em Santa Catarina contra a Chapecoense .
O Flamengo é o terceiro colocado no Campeonato Brasileiro, com 34 pontos, oito a menos do que o líder Atlético-MG, que já disputou 19 rodadas. A equipe volta a campo neste domingo (19) para enfrentar o Grêmio , às 19h30, no Maracanã.
O calendário é a segunda dor de cabeça que o clube enfrenta fora dos gramados na semana. Na madrugada da última quinta-feira o Rubro-Negro viu cair a liminar que garantia o direito de atuar com público no Rio de Janeiro em jogos de competições nacionais.
A decisão foi tomada por Felipe Bevilacqua, vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e relator do caso sobre público no órgão. Ele concedeu um efeito suspensivo após pedido de 17 clubes e mais a CBF, que mostrava preocupação com a não realização da rodada do fim de semana.
O processo será julgado no Pleno do STJD na próxima quinta-feira, dia 23, quando se espera que a decisão tomada seja definitiva. O próximo Conselho técnico do Brasileirão está marcado para o dia 28.