O Flamengo protocolou um pedido junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para que sua torcida, conhecida como "Nação", seja reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. A entrega do documento foi realizada pelo ídolo do clube, Zico, ao presidente do Iphan, Leandro Grass, e ao diretor de Patrimônio Imaterial, Deyvesson Gusmão, durante uma visita ao acervo do Patrimônio Histórico do Flamengo, localizado na Gávea.
Leandro Grass ressaltou a importância desse pedido, afirmando que ele abre um diálogo significativo sobre o reconhecimento de elementos culturais ligados ao futebol no Brasil. O presidente do Iphan destacou que a proposta do Flamengo é considerada inovadora dentro da política nacional de patrimônio. “O Flamengo é uma Nação. Uma Nação sem fronteiras. Uma Nação de 45 milhões de pessoas que fala a mesma língua, que compartilha a mesma paixão e que se reconhece em qualquer parte do mundo”, declarou Zico em um vídeo direcionado aos torcedores.
Campanha pela ONU
A iniciativa de reconhecimento também está alinhada com uma estratégia do Flamengo, que almeja que a Organização das Nações Unidas (ONU) reconheça o clube como a "primeira Nação simbólico-cultural do planeta". A campanha para esse reconhecimento foi lançada em 2025, com o objetivo de mobilizar a vasta torcida rubro-negra em torno de um movimento simbólico que reflete a força cultural, social e emocional do Flamengo, que vai além das fronteiras do Brasil.
Os torcedores podem participar da causa assinando uma petição digital, que já conta com cerca de 600 mil assinaturas, tendo como meta alcançar 1 milhão. Para assinar, é necessário acessar o link disponibilizado pela campanha: peticao.flamengo.com.br.
Processo de reconhecimento
Após o protocolo do pedido, o Iphan realizará uma verificação para assegurar que a solicitação está completa e se o bem cultural proposto se enquadra nas definições de patrimônio cultural imaterial, que podem incluir práticas, saberes, celebrações e formas de expressão. Se o pedido for aceito preliminarmente, um processo administrativo será aberto, e especialistas farão estudos técnicos, elaborando um parecer que recomendará ou não o reconhecimento. O caso será encaminhado ao Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, que decidirá pela aprovação ou rejeição do registro. Se aprovado, o bem será inscrito como Patrimônio Cultural Imaterial.