Flamengo planeja ter setor popular em novo estádio, se projeto sair do papel

O assunto estádio voltou à tona nos bastidores do Flamengo . Na última sexta-feira, em entrevista ao jornalista Mauro Cezar Pereira no "UOL", o presidente rubro-negro, Rodolfo Landim, revelou que espera se reunir com o novo presidente da Caixa Econômica Federal (CEF) na próxima semana para tentar tirar o projeto do papel .

Gasômetro: terreno onde o Flamengo deseja construir seu estádio — Foto: André Durão

O clube deseja comprar o terreno do Gasômetro, localizado na Avenida São Cristóvão nº 1200, na Zona Portuária do Rio de Janeiro. A área, de 86.592,30 m², é de propriedade da Caixa, que mudou a presidência no início deste mês - Carlos Antônio Vieira Fernandes foi empossado em 9 de novembro.

Se a negociação avançar e, de fato, o Flamengo conseguir construir um estádio próprio, o clube planeja ter um setor popular na arquibancada, com preços mais acessíveis aos torcedores de baixa renda. A ideia foi revelada por Gustavo Oliveira, vice-presidente de comunicação e marketing rubro-negro, em entrevista recente ao canal "Máquina do Esporte" no YouTube.

- O Maracanã tem uma distribuição ruim em termos de você determinar áreas específicas de ingresso barato. A ligação à entrada, os banheiros... Você não consegue abrir espaços muito claros para fazer um custo muito diferente. Mas, se ganhar a licitação do Maracanã por 20 anos, uma das coisas que a gente pretende fazer é uma mudança estrutural para permitir esse tipo de coisa. E no nosso novo estádio, se a gente conseguir viabilizar imediatamente ou nos próximos tempos, terá uma área mais efetivamente popular. Porque aí você consegue construir um estádio com esse objetivo - afirmou.

Faixa em protesto da torcida pelos preços: "Flamengo do Povo. Não de Pouco$" — Foto: André Durão

O Flamengo já foi muito criticado por "elitizar o Maracanã" devido aos preços dos ingressos, mas também tem planos de reformular a parte estrutural e ter um setor popular no estádio caso ganhe a licitação, que está prevista para o fim de 2024. Mesmo se o sonho da casa própria sair do papel, o clube ainda ficaria com o Maracanã, em parceria com o Fluminense, e poderia utilizar o palco para locação de jogos (para a CBF, por exemplo) ou outros eventos, como shows musicais.

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Fonte: Globo Esporte