Flamengo e representantes de Diego Alves retomaram as conversas para a renovação do contrato do goleiro desde quarta-feira, quando o camisa 1 retornou ao time titular com Rogério Ceni, mas ainda não chegaram a um acordo financeiro.
O caso tem exigido paciência do departamento de futebol, que tem até o fim de dezembro para conseguir um final feliz na negociação. Enquanto o diretor Bruno Spindel trata dos números com o empresário Eduardo Maluf, sem nenhum dos lados cederem, o vice de futebol Marcos Braz começa a deixar clara a sua insatisfação.
No Maracanã, depois da derrota para o São Paulo, o dirigente não escondeu a revolta com a demora no acerto e deixou claro que a ala da diretoria ligada às finanças ainda impede que a renovação saia. Embora todos entendam que em algum momento o clube terá que se resolver se vai abrir mão do veterano para a parte final e decisiva da temporada.
Diego Alves chegou a aceitar reduzir a pedida salarial oferecida pelo departamento de futebol, para um contrato de dois anos, mas a oferta foi barrada pela cúpula do club, com aval do presidente Rodolfo Landim.
Na apresentação do técnico Rogério Ceni, Braz, Spindel e Landim sentaram-se lado a lado na mesa e o vice de futebol, quando perguntado, deu o recado de que o clube e seus setores responsáveis em breve encontrariam uma solução.
- A gente fez uma proposta, houve um imbróglio, e o Diego é o menos culpado. O prazo é pequeno, mas vamos tentar arrumar uma maneira para que ele fique no clube por um ano e meio, dois anos... e nos ajude em mais títulos-, disse Braz.