O Flamengo apresentou à CBF um documento de 65 páginas com 66 propostas para reformular o futebol brasileiro, com foco em aumentar receitas e melhorar a qualidade do esporte. O clube também busca reposicionar o futebol do país no cenário global.
O material projeta que a participação econômica do futebol no PIB nacional pode subir de 0,72% para 1,21% até 2035, com impacto agregado superior a R$ 153 bilhões. O documento sustenta que a fragmentação do calendário e a falta de planejamento afetam negativamente a qualidade do produto futebol.
Propostas para reorganizar o calendário
Entre as sugestões, o Flamengo defende horários fixos para jogos e uma pausa técnica anual de 21 dias. A proposta de distribuição de partidas ao longo da semana inclui:
- Terças, quartas e quintas: 19h00 e 21h00
- Sábados: 16h00, 18h00 e 20h00
- Domingos: 16h00 e 18h00
- No verão: 17h00 e 19h00
O clube também propõe a suspensão de competições nacionais durante as janelas da FIFA, como forma de reduzir conflitos no calendário.
Arbitragem, transparência e segurança
O documento inclui medidas voltadas à arbitragem, como a adoção de tecnologias no processo decisório e a publicação de decisões pós-jogo. A proposta busca dar mais transparência ao trabalho.
Na infraestrutura e na segurança, o Flamengo sugere melhorias nos estádios, incluindo a criação de setores mistos e familiares. O pacote também prevê um sistema nacional de banimento de torcedores violentos.
Intenção do Flamengo
O Flamengo resume o objetivo das propostas com a seguinte frase: “O objetivo é aumentar receitas e reconstruir o protagonismo global do futebol brasileiro.” O clube organiza as recomendações em torno de mudanças estruturais que envolvem governança, arbitragem, segurança, infraestrutura e calendário.