O Flamengo atingiu um nível de superioridade tão grande no Brasil que, por vezes, parece não existir adversário capaz de competir com a equipe de Jorge Jesus. Mas há. Nesta quarta-feira, em Quito, o empate em 2 a 2 com o Independiente del Valle foi um recado claro para o Rubro-Negro: se quiser conquistar a Recopa Sul-Americana , terá de mostrar os motivos que o credenciaram a disputar este título. Voltar para o Rio de Janeiro com o empate na bagagem é para ser comemorado.
O Flamengo precisa de uma vitória simples no jogo de volta, na quarta-feira, no Maracanã, para somar a conquista inédita ao currículo. Não há regra do gol fora de casa na Recopa Sul-Americana.
Dois fatores principais dificultaram a vida do Flamengo no Estádio Atahualpa: a altitude de 2.850 m e a sentida ausência de Gabigol, suspenso. Já o Independiente del Valle mostrou futebol de sobra para sonhar com o título.
A origem do gol de falta marcado por Murillo — com colaboração de Diego Alves — reuniu o melhor da equipe equatoriana: coragem na saída de bola, qualidade no passe e entrosamento nas jogadas trabalhadas. Mas o Flamengo, campeão da Libertadores, teve experiência de sobra para suportar a pressão e achar o momento de reagir.
Bruno Henrique teve um gol anulado pelo VAR, mas empatou na segunda chance que teve — e também se lesionou, pedindo substituição e levado ao hospital para ser examinado.
Poderia ser um balde de água fria para o Flamengo, mas o substituto do camisa 27 teve estrela. Após bela jogada de Éverton Ribeiro, coube a Pedro completar para as redes e marcar o tento da virada rubro-negra.
No fim, um pênalti inexistente cobrado por Pellerano definiu o 2 a 2. O Del Valle ainda empilhou chances perdidas e o Rubro-Negro respirou aliviado após o apito final.
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