O Flamengo divulgou uma carta aos sócios destacando as conquistas do seu departamento jurídico ao longo de 2025. Entre os principais pontos abordados, está o caso do ex-jogador Rômulo, que processou o clube buscando uma compensação financeira por lesões sofridas durante sua carreira.
Rômulo, que atuou pelo Flamengo entre 2005 e 2012, alega que uma lesão ocorrida em 2007 prejudicou significativamente sua trajetória no futebol. O ex-jogador reivindica uma pensão estimada em cerca de R$ 28 milhões devido ao impacto da lesão em sua capacidade de trabalho. O processo judicial de Rômulo, que passou por reavaliação em segunda instância, resultou em uma condenação ao Flamengo no valor de R$ 66.487,35. O departamento jurídico do clube considera essa quantia uma vitória, uma vez que é inferior ao montante inicialmente pleiteado pelo jogador.
Além do caso de Rômulo, o Flamengo informou que seu departamento jurídico conseguiu reduzir o passivo judicial do clube de R$ 95 milhões para R$ 69 milhões em 2025. Outras realizações incluem a preservação de R$ 15 milhões em dívidas em execução, além da recuperação de R$ 4,2 milhões de depósitos judiciais. O Flamengo também destacou uma redução de 28% no número total de processos judiciais e administrativos enfrentados pelo clube ao longo do ano.
O advogado de Rômulo afirmou que, após várias cirurgias e tentativas de voltar a atuar em outros clubes, o ex-jogador se tornou "100% incapaz de exercer sua profissão". Por outro lado, o departamento jurídico do Flamengo argumenta que "não havia inaptidão laborativa à época do término do contrato com o Flamengo", e que, embora Rômulo tenha tido sua capacidade laboral reduzida, ele não está inválido para outras funções.
O caso de Rômulo e os feitos do departamento jurídico do Flamengo são parte de um contexto mais amplo de melhorias na gestão de processos judiciais do clube, refletindo um esforço por maior eficiência e redução de passivos financeiros.