O Flamengo apresentou defesa em uma ação popular que pede a suspensão do contrato de patrocínio com o Banco de Brasília (BRB), medida que já levou a Justiça do Distrito Federal a determinar a suspensão temporária dos pagamentos. Com isso, o clube deixou de receber R$ 6,2 milhões, valor citado na peça.
A ação popular questiona a moralidade administrativa e a economicidade do acordo, estimado em mais de R$ 42 milhões. A autora sustenta que o BRB enfrenta uma crise financeira e que os repasses ao Flamengo poderiam prejudicar o patrimônio público.
Suspensão dos pagamentos e impacto no clube
A Justiça do Distrito Federal determinou a suspensão temporária dos pagamentos do contrato. Na defesa apresentada pelo Flamengo, o clube aponta o efeito imediato da liminar no financeiro, destacando o montante já não repassado.
“Ocorre que, em razão do deferimento da liminar, o Clube já deixou de receber o montante de R$ 6.250.000,00 (seis milhões duzentos e cinquenta mil reais), referente ao resíduo devido pelo BRB no âmbito do contrato já encerrado.”
Defesa do Flamengo: pedido de extinção e revogação
O Flamengo contesta a ação popular e sustenta que a discussão não se apoia em prova de ilegalidade contratual. O clube afirma que o processo é influenciado por recortes jornalísticos e por especulações políticas.
“Ruído político, curiosidade jornalística e especulação sobre motivações pessoais não se confundem com prova de ilegalidade contratual.”
Na peça, o Flamengo pede a extinção da ação popular sem julgamento do mérito. O clube também solicita a revogação da liminar que determinou a suspensão temporária dos pagamentos.
Contrato estimado em mais de R$ 42 milhões
O contrato de patrocínio entre Flamengo e BRB é estimado em mais de R$ 42 milhões. A autora da ação relaciona o questionamento à crise financeira do banco e à possibilidade de comprometimento do patrimônio público com os repasses ao clube.
Com a liminar em vigor e a defesa do Flamengo apresentada, o caso segue para os próximos encaminhamentos no Judiciário.