Fla e Flu começam decisão da Copa do Brasil sub-17

A final da Copa do Brasil sub-17, nesta sexta-feira, às 16h, tem mexido com os jogadores de Fluminense e Flamengo. Representantes da geração 2001/2002, a primeira com todos nascidos no século 21, eles farão sua estreia no Maracanã. A inexperiência, no entanto, para por aí. Acostumados às ferramentas tecnológicas e imersos no mundo das redes sociais, já estão habituados à exposição e ao contato com a torcida. A pressão deve ficar fora das quatro linhas.

Marcos Paulo, por exemplo, não é destaque do Fluminense só em campo. O atacante, que também veste a camisa da seleção portuguesa (tem dupla cidadania), é o campeão do time em seguidores no Instagram: 17,3 mil. A popularidade é fruto de uma “dedicação” online. Ele se preocupa em alimentar sua conta com fotos, vídeos e artes feitas especialmente por seu staff para apresentar os jogos.

O rubro-negro Yuri Oliveira também se empenha para agradar os 29,2 mil seguidores na rede social. O meia-atacante gosta de fazer transmissões ao vivo nas quais responde a perguntas dos torcedores. E, claro, também faz questão de abastecer sua conta com fotos de jogos pelo Flamengo e pela seleção e de momentos pessoais.

— Tenho perfil em tudo — conta o sub-17.

É no Instagram, no entanto, que ele e os outros passam a maior parte do tempo. Acompanham os elogios que seus seguidores deixam em suas fotos e aguardam, como todo fã, a próxima postagem de Neymar, Mbappé e Cristiano Ronaldo. As poses e legendas utilizadas pelas estrelas internacionais são fontes de inspiração para os jovens de Flamengo e Fluminense.

No YouTube, vídeos com lances geniais de suas referências viram uma espécie de tutorial de jogadas que eles tentam pôr em prática nos treinos. Já o Facebook perdeu relevância. Embora alguns ainda tenham perfis, é consenso entre eles que a rede está ultrapassada.

— Só o meu pai que ainda posta coisas lá — brinca Marcos Paulo.

Relatórios via WhatsApp

Mais popular dos aplicativos, o WhatsApp vai além dos grupos de conversa dos times (que, claro, fazem enorme sucesso nos dois elencos). Seu uso foi adotado também pelas comissões técnicas, que criou grupos oficiais. São o meio pelo qual a programação da semana e demais comunicados são enviados. O Fluminense ainda divulga relatórios com estatísticas e os dados do monitoramento GPS de cada jogo.

— Também estamos antenados com a geração que treinamos. Tenho que entender o que essa geração 2001 faz, como acesso a eles para poder criar um ambiente propício no qual possam se desenvolver — explicou o técnico tricolor Eduardo Oliveira.

Mais cauteloso, o Flamengo não estimula o acesso às redes sociais com a mesma intensidade. Uma regra do clube proíbe uso de celulares antes dos jogos e no período de treinos.

— Hoje em dia, se você deixar, eles ficam no celular até na hora do almoço. Se você consegue impôr limites claros e deixa algumas normas bem estabelecidas, não tem imposição. Tem é respeito. Eles sabem respeitar o que está bem determinado — afirma o treinador rubro-negro Philipe Leal.

Favoritismo tricolor

O Fluminense chega à decisão com status de favorito na disputa. A equipe sub-17 vive uma temporada de vitórias que a tornaram a menina dos olhos do clube e da torcida. É a atual campeã carioca e vice da Taça BH. Seu maior trunfo é o ataque, liderado pela dupla Marcos Paulo e João Pedro (este já vendido ao Watford, da Inglaterra). Sozinhos, os dois são responsáveis por 53 gols marcados pelo time.

No Flamengo, os destaques são, além de Yuri Oliveira, o goleiro Pedro Victor, que pegou dois pênaltis na semifinal contra o Santos, e o atacante Lázaro, artilheiro do time na temporada, com 22 gols.

O jogo de hoje abre a final da Copa do Brasil. A partida decisiva será na próxima terça, também no Maracanã.

Fonte: O Globo

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