Filipe Luís comandará o Flamengo Sub-17 pela primeira vez numa partida oficial neste sábado, na estreia na Copa Rio da categoria, contra a Cabofriense, às 11h, no CEFAN, na Penha . Pouco mais de três meses depois do anúncio da aposentadoria como jogador , o agora técnico dá um novo passo na nova carreira.
"Expectativa é muito boa. Os meninos gostam de aprender, obedecem o que venho passando, isso é o mais gratificante para um treinador", disse Filipe Luís à FlaTV.
"É uma honra poder estar aqui no Flamengo, clube do meu coração. Fiquei impressionado com a estrutura de base, o investimento feito nos meninos. Posso afirmar que não deixa nada a desejar (em relação aos profissionais)".
Após se aposentar, Filipe Luís recebeu o convite para trabalhar nas divisões de base do Flamengo e foi contratado em janeiro. E começou a trabalhar justamente na categoria onde teve um grande salto como jogador , ao se destacar e subir diretamente para os profissionais do Figueirense.
"É a categoria que conheço bem e também estou me conhecendo. a Liderança que tinha como jogador não tem nada a ver com a de treinador. Na base, tenho papel de educador, formador, coisa que nunca passei como profissional. Está sendo um grande aprendizado, estou muito feliz mesmo. Agora, é muito trabalho (risos)", admitiu.
Nesse início de trabalho, o Flamengo Sub-17 comandado por Filipe Luís disputou cinco amistosos de pré-temporada, com quatro vitórias (sobre são Paulo, Serrano, Portuguesa e Boavista) e uma derrota (para o Palmeiras).
"Fizemos pré-temporada bem extensa, variamos os adversários, com alguns sub-20. Foram amistosos para conhecer o que vem sendo feito e o real nível da nossa equipe. Fiquei satisfeito. Aprendizado foi muito bom. O que mais me deixou feliz foi sair da zona de conforto, viajar de ônibus por 10h, conversar com os meninos na estrada, criar o vínculo com eles", afirmou.
Ainda se acostumando à nova profissão, Filipe Luís aponta a principal diferença entre ser jogador e técnico .
" O tempo é altamente valioso como treinador e como jogador é muita pressão, mas tem muito tempo livre. E a responsabilidade é toda minha, qualquer coisa que possa dar errado cai em mim. Gasto todas as horas estudando, preparando treinos, analisando adversários. Tive que me organizar muito bem, aprender a dar palestra, coisa que nunca fiz. Já estou mais confortável", garantiu.