Nesta quinta-feira, a Fifa organizou em Moscou uma apresentação com seu diretor de arbitragem, Massimo Busacca, e com Pierluigi Collina, presidente do Comitê de Arbitragem, para falar sobre uso do árbitro de vídeo na Copa do Mundo de 2018.

No estádio Luzhniki, foram apresentados aos jornalistas diversos lances que exemplificam como o VAR será utilizado durante o Mundial. Um deles chamou a atenção por mostrar uma simulação do atacante colombiano Orlando Berrío, atualmente no Flamengo , durante partida entre Atlético Nacional-COL e Kashima Antlers-JAP, pelo Mundial de Clubes de 2016.

"Esse lance é preto no branco. Simulação clara", salientou Busacca.

O diretor de arbitragem ainda disse que não liga para as críticas sobre a demora dos árbitros para analisarem os lances no vídeo, e que, se for necessário, os juízes irão passar "10 minutos ou mais" observando até chegarem a uma decisão que considerem correta.

"Se precisar, vamos ficar 10 minutos olhando. Vamos levar o tempo que for para ver tudo o que aconteceu no lance. Não queremos ver erros acontecendo em uma competição tão importante", afirmou.

"Jogamos futebol 100 anos sem o VAR e cometemos muitos erros. Sabemos disso. Hoje, porém, entendemos que a tecnologia é algo que nos ajudará a repetir que esses erros de milímetros, ou que dificilmente são captados pelo olho humano", aconteçam, completou.

Segundo Busacca e Collina, quatro tipos de lance serão analisados via VAR: gol legal/ilegal, cartão vermelho direto, pênaltis e possíveis trocas de identidade de um jogador que cometeu a infração e o que efetivamente foi punido com cartão.

"Vale lembrar, porém, que a decisão final sempre será tomada pelo árbitro, e não pelo vídeo-árbitro", ressaltou Collina.

"Em frente ao vídeo, sempre haverá um ser humano, e por isso as jogadas passam por interpretação. Não é como tecnologia da linha do gol, que o relógio vibra e o árbitro sabe que foi gol. Mas garanto que, agora, erros grosseiros não irão acontecer. Vocês (jornalistas) podem escrever matérias sobre o tempo que vai levar para tomar as decisões, mas isso não é nada perto da melhora que irá acontecer", garantiu Busacca.