Favoritismos #34: veja chances de vitória de cada equipe na rodada do Campeonato Brasileiro

Com 99,3% de chances de título, o Palmeiras tem a primeira oportunidade de ser campeão brasileiro de 2022 acumulando um recorde: é a primeira equipe na história dos pontos corridos a chegar à rodada 34 com apenas duas derrotas. O recorde anterior eram três derrotas em 33 jogos, estabelecido por Fluminense , em 2012, e Flamengo e Palmeiras , ambos em 2019.

A força palmeirense não para por aí: campeão do primeiro turno deste ano com 68% de aproveitamento (11 V, 6 E, 2 D), no segundo turno a equipe conseguiu desempenho ainda melhor no segundo e acumula aproveitamento de 76% em 14 jogos (9 V, 5 E, 0 D). Nas primeiras 14 rodadas do turno o Palmeiras conseguiu 8 V, 5 E, 1 D, 69%.

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Com marcas tão expressivas, o Palmeiras assegura oficialmente o título se derrotar fora de casa o Athletico-PR , e Corinthians e Internacional não vencerem como mandantes, respectivamente, Fluminense e Ceará.

No entanto, pelas projeções do Espião Estatístico, Corinthians e Internacional são favoritos em suas partidas, o que, se confirmado, adiará a festa palmeirense. O Atlético-MG é o maior favorito da rodada, com 73% de potencial para derrotar em casa o Juventude . O Palmeiras é o visitante com maiores chances de vitória, 46%.

Em parceria com o economista Bruno Imaizumi, analisamos 91.953 finalizações cadastradas pela equipe do Espião Estatístico em 3.748 jogos de Brasileirões desde a edição de 2013 que servem de parâmetro para medir a produtividade atual das equipes a partir da expectativa de gol (xG), métrica consolidada internacionalmente (veja a metodologia no final do texto).

*Devido aos arredondamentos, a soma das probabilidades é diferente de 100% — Foto: Espião Estatístico
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Favorito >> Flamengo

  • É um jogo para se ver ataques em trocas de passes rasteiros. Dos últimos dez gols: o Flamengo fez sete e sofreu oito assim, e o Santos marcou e levou seis dessa forma. O Santos precisará de cuidados extras em sua área porque já foram marcados sete pênaltis contra a equipe, segunda pior marca, e a favor do Palmeiras já foram seis, sétima maior marca. O Flamengo é o quarto melhor mandante (10 V, 3 E, 3 D, 69%), com o segundo melhor ataque (32 gols, média 2,00) e a segunda melhor defesa (9 gols sofridos, média 0,56). Não sofreu gol em nove dos 16 jogos em casa (56%), segundo melhor desempenho defensivo caseiro. O Santos é o 14º visitante (3 V, 6 E, 7 D, 31%), com o terceiro pior ataque visitante (11 gols, média 0,69) e com a segunda defesa (14 gols sofridos, média 0,88). Não sofreu gol em cinco dos 16 jogos for (31%), quarta melhor marca defensiva visitante.
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Favorito >> Palmeiras

  • O Palmeiras chega à sua primeira chance de conquistar o título brasileiro com um ineditismo: é a primeira vez nos pontos corridos que uma equipe chega à 34ª rodada com apenas duas derrotas. O mínimo eram três derrotas ( Fluminense -2012, Flamengo e Palmeiras -2019). Outra curiosidade é que o Palmeiras foi campeão do primeiro turno com 68% de aproveitamento, e no segundo turno sua eficiência subiu para 76%. O Palmeiras é o melhor visitante (9 V, 7 E, 0 D, 71%), com o melhor ataque forasteiro (23 gols, média 1,44) e a melhor defesa (10 gols sofridos, 0,63). Não sofreu gol em oito dos 16 jogos (50%), melhor marca defensiva visitante. O Athletico-PR é o quarto melhor mandante (9 V, 6 E, 1 D, 69%). Não sofreu gol em sete dos 16 jogos em casa (44%), sexta melhor marca defensiva caseira. São duas equipes que já tiveram muitos pênaltis a favor, dez para o Athletico-PR , segunda maior marca, e oito a favor do Palmeiras , terceira. Mas ao menos até aqui, foram marcados pouquíssimos penais contra eles, três contra o Palmeiras , segunda melhor marca, e quatro contra o Athletico-PR , quinta melhor marca. Dos últimos dez gols: o Athletico-PR fez sete gols em jogadas rasteiras e sofreu sete em jogadas aéreas. o Palmeiras fez seis em jogadas rasteiras e sofreu seis com os adversários usando bolas altas.
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Favorito >> Botafogo

  • O Bragantino vem tentando recuperar sua força defensiva após uma mudança de patamar a partir da rodada 29, como mostra a linha vermelha do gráfico de xG. Como o ataque do Botafogo sofreu uma queda em seu nível de ameaça ofensivo e é um mandante pouco incisivo, talvez o Bragantino consiga uma sorte melhor na rodada. Porém, há potencial para gol do Botafogo em troca de passes rasteiros. Dos últimos dez gols: o Botafogo marcou seis com bolas rasteiras e sofreu metade pelo alto e metade por baixo. O Bragantino marcou seis em jogadas aéreas e sofreu nada menos que oito em jogadas rasteiras. O Botafogo tem a terceira pior campanha mandante (4 V, 4 E, 8 D, 33%), com a pior defesa caseira (13 gols, média 0,81) e a décima defesa (16 gols sofridos, média 1,00). Não sofreu gol em cinco dos 16 jogos em casa (31%), 11ª marca defensiva. O Bragantino é o sexto pior visitante (2 V, 6 E, 8 D, 25%), com o sexto ataque (17 gols, média 1,06) e a quinta pior defesa (27 gols sofridos, 1,69). Não sofreu gol em três dos 16 jogos fora (19%), 11ª marca defensiva.
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Favorito >> Corinthians

  • O jogo tem potencial para gol do Corinthians em jogada com passes rasteiros. Dos últimos dez gols: o Corinthians marcou e o Fluminense sofreu sete gols em jogadas rasteiras. O Fluminense marcou seis a partir de jogadas aéreas, e o Corinthians sofreu sete em jogadas rasteiras. O Corinthians é o melhor mandante do Brasileirão (11 V, 4 E, 1 D, 77%), com o nono ataque caseiro (23 gols, média 1,44) e com a melhor defesa mandante (oito gols sofridos, 0,50). Não sofreu gol em nove dos 16 jogos em casa (56%), segundo melhor desempenho defensivo caseiro. O Fluminense tem a sexta melhor campanha visitante (6 V, 4 E, 6 D, 46%), com o segundo melhor ataque visitante (20 gols, média 1,25) e a 11ª defesa (21 gols, média 1,31). Não sofreu gol em cinco dos 16 jogos fora (31%), quarta melhor marca defensiva.
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Favorito >> Internacional

  • O Ceará vai precisar de atenção em sua área porque já teve seis pênaltis contra, 12ª marca, e a favor do Internacional já foram marcados oito penais, terceira maior marca. Dos últimos dez gols: as duas equipes sofreram seis a partir de jogadas aéreas. O Internacional marcou sete em trocas de passes rasteiros, e o Ceará sofreu metade pelo alto e metade por baixo. O Internacional é o segundo melhor mandante (10 V, 5 E, 1 D, 73%), com o melhor ataque mandante (33 gols, 2,06) e a sexta defesa (13 gols sofridos, média 0,81) Não sofreu gol em nove dos 16 jogos em casa (56%). O Ceará é o 12º visitante (3 V, 8 E, 5 D, 35%), com o 14º ataque (13 gols, média 0,81) e a segunda melhor defesa visitante (14 gols sofridos, média 0,88). Não levou gol em cinco dos 16 jogos (31%), quarta melhor marca defensiva forasteira..
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Favorito >> Goiás

  • São duas equipes que passam que sofrem nível de ameaça por volta de dois gols por partida, como mostram as linhas vermelhas do gráfico de xG. Na rodada passada, o Goiás foi a campo com média de idade de 27 anos, enquanto a média dos titulares do América-MG supera os 32 anos, uma diferença significativa de pouco mais de cinco anos. O Goiás é o 13º mandante (5 V, 6 E, 4 D, 47%). Não levou gol em três dos 15 jogos em casa (20%), quinta pior marca defensiva caseira. O América-MG é o 11º visitante (5 V, 3 E, 8 D, 38%), com o terceiro pior ataque (11 gols, média 0,69) e a sétima defesa (17 gols sofridos, 1,06). Não levou gol em quatro dos 16 jogos fora (25%), nona marca defensiva forasteira. Dos últimos dez gols: o Goiás marcou seis a partir de jogadas aéreas. De resto, tanto o América-MG marcou quanto as duas equipes sofreram seis gols em jogadas rasteiras.
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Favorito >> São Paulo

  • Como visitante, o Atlético-GO ainda não conseguiu derrotar o São Paulo pela Série A de 2006 em diante: foram seis jogos e quatro vitórias do São Paulo . Neste ano, a equipe goiana, que luta bravamente para permanecer na Série A em 2023, tem conseguido alguma melhora defensiva, mas como mostra a linha vermelha do gráfido de xG, adversários ainda vêm lhe impondo um nível de ameaça de 1,6 gol por partida. O Atlético-GO precisa vencer, mas o São Paulo já fez seis gols em contra-ataques, cinco deles quando mandante, segunda maior marca, e o Atlético-GO já levou seis gols assim, quatro quando visitante, segunda pior marca. Não será surpresa se isso se repetir. Dos últimos dez gols: o São Paulo marcou seis a partir de jogadas aéreas e sofreu sete em passes rasteiros, e o Atlético-GO fez e levou metade pelo alto e metade por baixo. O São Paulo é o décimo mandante (7 V, 5 E, 4 D, 54%), com o quinto ataque caseiro (28 gols, média 1,75) e a 14ª defesa (17 gols sofridos, média 1,06). Não sofreu gol em cinco dos 16 jogos em casa (31%), 11º desempenho defensivo caseiro. O Atlético-GO é o quarto pior visitante (2 V, 5 E, 9 D, 23%), com o 13º ataque (14 gols, média 0,88) e a quarta pior defesa (30 gols sofridos, média 1,88). Não levou gol em dois dos 16 jogos fora (13%), 15ª marca.
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Favorito >> Fortaleza

  • O Coritiba é o pior visitante (0 V, 2 E, 14 D, 4%), com o terceiro pior ataque (11 gols, média 0,69) e a pior defesa forasteira (39 gols sofridos, 2,44). Sofreu gol em todos os 16 jogos fora de casa. Como mostra o gráfico de xG, o ataque (linha preta) está em queda acentuada ao mesmo tempo em que desaba a força defensiva, com adversários impondo um nível de ameaça médio de 2,2 gols por partida. O Fortaleza é o 14º mandante (5 V, 7 E, 4 D, 46%), com o terceiro pior ataque mandante (14 gols, média 0,88) e a quarta melhor defesa caseira (11 gols sofridos, 0,69). Há potencial para gol do Fortaleza em contra-ataque porque a equipe já marcou nove gols assim, segunda maior marca, e o Coritiba já sofreu nove, segunda pior marca, seis deles quando visitante, pior marca. E também há potencial para gol do Fortaleza em jogada rasteira. Dos últimos dez gols: o Fortaleza marcou sete, e o Coritiba sofreu seis em trocas de passes rasteiros. O Coritiba marcou sete a partir de jogadas aéreas, e o Fortaleza sofreu seis em jogadas rasteiras. .
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Favorito >> Atlético-MG

  • É muito provável que esta rodada fique marcada pelo rebaixamento do Juventude , o que será confirmado em caso de derrota, pois não terá mais pontos disponíveis para se reabilitar, mesmo com o Atlético-MG parecendo uma equipe que já vive a temporada 2023, atuando com uma carga física reduzida para, no ano que vem, poder suportar um trabalho físico mais intenso. Por enquanto, administra sua classificação para as fases eliminatórias da Libertadores. A partida tem potencial para gol do Atlético-MG a partir de jogada aérea. Dos últimos dez gols: o Atlético-MG marcou, e o Juventude sofreu, seis gols com a bola viajando pelo alto. O Atlético-MG sofreu sete em jogadas rasteiras, e o Juventude marcou metade pelo alto e metade por baixo. O Atlético-MG é o 12º mandante (6 V, 5 E, 5 D, 48%). Não sofreu gol em seis dos 16 jogos em casa (38%), oitavo desempenho defensivo caseiro. O Juventude é o terceiro pior visitante (1 V, 4 E, 11 D, 15%) com o segundo pior ataque (10 gols, média 0,63) e a segunda pior defesa forasteira (36 gols sofridos, média 2,25). Não levou gol em apenas um dos 16 jogos como visitante (6%), segundo pior desempenho forasteiro.
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Favorito >> Cuiabá

  • Já foram marcados 13 pênaltis a favor do Avaí , maior marca, e contra o Cuiabá já foram seis, 12ª marca. O Avaí vem de seis derrotas consecutivas, o que causou a saída do técnico Lisca da equipe. Nos últimos seis jogos, o Cuiabá tem 1 V, 1 E, 4 D, 22% de aproveitamento. Há potencial para gol do Cuiabá em troca de passes rasteiros. Dos últimos dez gols: o Cuiabá marcou seis, e o Avaí sofreu sete em jogadas rasteiras. O Avaí marcou e o Cuiabá levou metade pelo alto e metade por baixo. O Cuiabá tem a quarta pior campanha mandante (4 V, 7 E, 5 D, 40%), com o pior ataque mandante (13 gols, média 0,81) e a sexta defesa (13 gols sofridos, média 0,81). Não sofreu gol em cinco dos 16 jogos em casa (31%), 11ª marca defensiva. O Avaí é o segundo pior visitante (1 V, 3 E, 12 D, 13%), com o pior ataque forasteiro (sete gols, média 0,44) e a terceira pior defesa (31 gols sofridos, 1,94). Não sofreu gol em dois dos 16 jogos fora (13%), quinta pior marca defensiva.

Metodologia

Favoritismos apresenta o potencial que cada time carrega no Brasileirão 2022 comparando o desempenho nos últimos 60 dias como mandante ou visitante em todas as competições e nos últimos seis jogos, independentemente do mando. Também são consideradas as performances defensiva e ofensiva das equipes no jogo aéreo e no rasteiro. Os cálculos referentes à influência de bolas altas e de troca de passes rasteiros entre gols marcados e sofridos só consideram as características dos gols marcados em jogadas. Gols olímpicos, cobranças de pênaltis e de faltas diretas não contam para determinar a influência aérea ou rasteira por serem cobranças feitas diretamente para o gol.

Apresentamos as probabilidades estatísticas baseadas nos parâmetros do modelo de "Gols Esperados" ou "Expectativa de Gols" (xG), uma métrica consolidada na análise de dados que tem como referência 91.953 finalizações cadastradas pelo Espião Estatístico em 3.748 jogos de Brasileirões desde a edição de 2013. Consideramos a distância e o ângulo da finalização, além de características relacionadas à origem da jogada (por exemplo, se veio de um cruzamento, falta direta ou de uma roubada de bola), a parte do corpo utilizada, se a finalização foi feita de primeira, a diferença de valor mercado das equipes em cada temporada, o tempo de jogo e a diferença no placar no momento de cada finalização.

O desempenho de um jogador é comparado com a média para a posição dele, seja atacante, meia, volante, lateral ou zagueiro, e consideramos o que se esperava da finalização se feita com o "pé bom" (o direito para os destros, o esquerdo para os canhotos) e para o "pé ruim" (o oposto). Foram identificados os ambidestros, que chutam aproximadamente o mesmo número de vezes com cada pé.

De cada cem finalizações da meia-lua, por exemplo, apenas sete viram gol. Então, uma finalização da meia-lua tem expectativa de gol (xG) de cerca de 0,07. Cada posição do campo tem uma expectativa diferente de uma finalização virar gol, que cresce se for um contra-ataque por haver menos adversários para evitar a conclusão da jogada. Cada pontuação é somada ao longo da partida para se chegar ao xG total de uma equipe em cada jogo.

O modelo empregado nas análises segue uma distribuição estatística chamada Poisson Bivariada, que calcula as probabilidades de eventos (no caso, os gols de cada equipe) acontecerem dentro de um certo intervalo de tempo (o jogo). Para chegar às previsões sobre as chances de cada time terminar o campeonato em cada posição foi empregado o método de Monte Carlo, que basicamente se baseia em simulações para gerar resultados. Para cada jogo ainda não disputado, realizamos dez mil simulações.

Favoritismos apresenta também gráficos com a evolução da média móvel em cinco jogos da expectativa de gol (xG) de cada equipe no ataque e o acumulado do que fizeram seus adversários nessas partidas. Para os gráficos, a cada cinco jogos é feita uma média móvel, representada pelas linhas de ataque (preta) e defesa (vermelha, que na verdade é quanto o adversário somou em xG em cada jogo). É uma forma precisa de medir o potencial de cada equipe. A linha amarela mostra a diferença entre as produções dos ataques do time analisado e de seus adversários.

*A equipe do Espião Estatístico é formada por: Guilherme Maniaudet, Guilherme Marçal, João Guerra, Leandro Silva, Leonardo Martins, Roberto Maleson e Valmir Storti.

Fonte: Globo Esporte