O flagra de Gabigol , do Flamengo , em um cassino clandestino em São Paulo foi motivo de críticas do ex-zagueiro Fábio Luciano. Durante o Sportscenter deste domingo (14), o comentarista dos canais Disney e e-capitão do clube disse se sentir triste pela notícia e colocou a posição do atacante como ídolo para explicar a gravidade da situação.

“Me deixa triste, eu admiro o Gabigol como atleta, ele é ídolo de uma nação de milhões de torcedores. Nos entristece, porque, muitas vezes, o ídolo não sabe a importância que tem, acha que é ídolo só dentro de campo. Mas ele não é, não basta isso, ele é fora, também”, disse.

“Ah, mas o que importa é o que eu faço dentro de campo’. Não. Porque a roupa que o Gabigol usa, a molecada quer usar, o cabelo. Agora, os pais, em primeiro lugar, tendo que explicar para o filho o que é um cassino clandestino. Quando o Gabigol fala que a polícia entrou mandando todo mundo se deitar no chão, é porque aquilo é ilegal, não deveria nem existir”, completou.

O ex-zagueiro ainda foi além em sua análise sobre o caso, relembrando o fato de não se poder aglomerar na pandemia e questionando a possibilidade de Gabriel ter feito algo nesse sentido em outras oportunidades.

“Essa é a primeira questão. Tem a questão do horário, que São Paulo tem regras, agora. Então, ele não poderia estar em nenhum lugar, nem no cassino, nem no restaurante, nem na rua. E estar aglomerando, tinha muita gente ali dentro. O argumento que ele dá, infelizmente, o Gabigol sabe do carinho que eu tenho por ele, conversamos antes de ele ir para o Flamengo”, avaliou.

“Mas ele é uma referência, é um ídolo do clube, dos garotos, um exemplo a se seguir. Tenho certeza de que ele e os familiares se envergonharam, hoje. É um exemplo negativo, e a gente torce muito para que ele aprenda. Porque você pensa: ‘Se pegaram hoje, quantas vezes ele não fez isso?’ Se ele quiser comer, o melhor lugar para ele se alimentar, com certeza, não é um cassino clandestino”, continuou.

Por fim, Fábio Luciano voltou a falar sobre a influência que Gabigol possui nos jovens que olham para ele como exemplo e disse torcer para que ele consiga aprender com o ocorrido.

“Ninguém gosta de passar essa imagem, de ser achado embaixo de uma mesa, ser enfiado em um camburão de polícia às 2h da manhã. Não é momento para estar com tanta gente. Estar com 10, 15 pessoas em casa já é errado”, afirmou.

“A gente se sente mal quando recebe três pessoas para bater papo em uma varanda. Imagina como você se sente ao lado de 200 pessoas que você nunca viu na sua vida. Que ele repense esse episódio e que essa molecada não tenha como referência isso”, finalizou.