A expulsão de Jorge Carrascal durante a partida entre Flamengo e Corinthians, realizada no dia 01 de fevereiro de 2026, gerou repercussão no meio esportivo. Especialistas questionam a atuação do VAR e a interferência de Péricles Bassols, coordenador do VAR no Brasil. A análise foi destacada por Paulo Caravina, que apontou irregularidades no processo.
Carrascal foi expulso após acertar uma cotovelada em Breno Bidon, em um lance que ocorreu nos minutos finais do primeiro tempo. O árbitro Rafael Klein encerrou a primeira etapa sem revisar a jogada. No entanto, ao retornar do intervalo, a cabine do VAR informou que havia novas imagens, levando à decisão de expulsar o jogador do Flamengo antes do início do segundo tempo.
Análise do lance
O protocolo da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) estabelece que o observador de VAR não deve interagir com o árbitro durante a análise de um lance. Caravina destacou:
"Eu constatei que o Péricles Bassols, que é o coordenador do VAR no Brasil, na CBF, ele participa do jogo e ele não pode participar do jogo, ele não pode interagir com o Rodolpho Toski quando ele está falando de um lance. Ele estava trabalhando como observador de VAR e ele não pode interagir nem com o VAR e nem com AVAR."
Desempenho das equipes
Na partida, o Corinthians começou de forma mais incisiva, mas o Flamengo se impôs e teve oportunidades de abrir o placar. Entretanto, aos 26 minutos, o Corinthians marcou o primeiro gol em uma jogada ensaiada após escanteio. No segundo tempo, mesmo jogando com um a menos, o Flamengo não conseguiu igualar o marcador. O Corinthians, por sua vez, ampliou a vantagem aos 54 minutos com um gol de Yuri Alberto, garantindo assim o título da Supercopa do Brasil.
Com a vitória, o Corinthians finalizou a partida com o placar de 2 a 0, enquanto o Flamengo se despediu da competição sob forte crítica à atuação do VAR e ao desempenho do árbitro Rafael Klein. A polêmica em torno da expulsão de Carrascal e a condução do jogo promete continuar repercutindo entre torcedores e analistas.