Tricampeão da América, campeão do mundo, brasileiro e cinco vezes vencedor da Copa do Brasil, o Grêmio é um dos clubes mais vitoriosos da história do país. E muito das conquistas recentes saíram graças aos atletas formados na base tricolor. E um ídolo do passado é responsável pelo processo de formação de muitos jovens.
Autor de um dois gols da conquista da Copa do Brasil de 1997, no empate em 2 a 2 com o Flamengo, no Maracanã, João Antônio é auxiliar do time sub-20 do Imortal. Há mais de 12 anos nas categorias de base da equipe gaúcha, ele viu de perto o surgimento de muitos craques e, em entrevista exclusiva ao FOXSports.com.br , contou a receita tricolor para que cada vez mais atletas criados na base possam ajudar o profissional com conquistas.
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" Nossa categoria sub-20 está jogando o Brasleiro com jogadores nascidos em 2001, 2002. Palmeiras e Flamengo jogam com 99, o último ano, no limite. Esses times têm a filosofia de contratações, grandes salários, mas não dão oportunidade. No Grêmio, temos jogadores de alto nível, mas também damos abertura para jogadores da base subirem. Eles não batem e voltam, eles ficam. Esse é o principal fator para o Grêmio revelar e colocar jogadores pra cima. O Renato tem uma filosofia bem clara do que quer e nos dá bastante abertura para trabalhar", afirmou João Antônio, que deu mais detalhes desse processo:
"A diferença da base do Grêmio para outros clubes que contratam muito e não dão tanta oportunidade aos jogadores da base, caso do Palmeiras. Também queremos formar jogadores vencedores, mas não abdicamos de colocar jogadores para cima (categoria profissional). O Palmeiras, nos últimos cinco anos, ganhou quase tudo (na base), mas os jogadores de alto nível não vão para o profissional."
"Essa é a diferença. O Grêmio é uma referência. Colocamos jogadores para cima, e eles estão decidindo. Nossos atletas da base estão dando conta do regado. Não é prepotência minha. Temos um trabalho e um resultado bem claro. O objetivo da base é colocar jogador para cima, estamos fazendo isso e vendendo. E ainda surgem outros. Se isso não é ser o melhor... Não digo que somos os melhores, mas somos referência", explicou.
Tricolor de coração, João Antônio teve uma infância de superação, assim como muitos jovens que venceram no futebol. Órfão de pai e mãe aos 8 anos, ele viu no futebol a forma de realizar os sonhos da vida e conseguiu da maneira mais brilhante para um jogador: entrando na história com títulos.
Agora como auxiliar do time sub-20, viu passar pelas suas mãos grandes talentos que vingaram e conseguiram a tão sonhada convocação para a Seleção Brasileira. Em pouco tempo, viu Lucas Leiva puxar a fila de revelações, passando por Carlos Eduardo, Douglas Costa, Walace, Pedro Rocha, Luan, Everton Cebolinha, Jean Pyerre e Matheus Henrique. E o próximo, para João Antônio, é o atacante Pepê.
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Aos 22 anos, o garoto começa a se firmar pelo time principal do Grêmio e é tratado como a nova aposta tricolor para os próximos anos. Já foram oito gols anotados na atual temporada. Para João Antônio, é Pepê quem deve seguir o mesmo trilho de Cebolinha e companhia na equipe principal de Renato Gaúcho.
" Torcida do Grêmio sabe que o processo (da base) é bom. Ficam encantados quando entram e dão conta do recado. Agora temos jogadores como o Pepê, que está pedindo passagem no profissional e esperando sua vez. Quando o Pedro Rocha saiu, o Everton foi entrando devagarinho, fazendo seus gols e voltava para o banco... o Renato tem a maior tranquilidade do mundo", finalizou.
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(Crédito da imagem: Lucas Uebel/Grêmio)