Jean Lucas estava sem espaço no estrelado elenco do Flamengo quando recebeu no começo deste ano um contato do técnico Jorge Sampaoli, do Santos . O argentino queria o empréstimo do meio-campista de apenas 21 anos.

Na Vila Belmiro, o jovem recuperou a confiança e virou um dos destaques da equipe alvinegra na temporada. Depois de apenas seis meses, acabou vendido na janela de transferências para o Lyon , da França, por 8 milhões de euros (R$ 34,69 milhões).

O jogador recebeu uma ligação de Juninho Pernambucano, diretor e ídolo do Lyon, para ir à Europa.

Irritado com a perda repentina do jogador, o técnico argentino chegou a interromper suas férias e reuniu com a diretoria santista à época.

"O Sampaoli foi muito importante na minha carreira, me ajudou bastante nessa vinda para o Santos porque pediu a minha vinda. Ele me deu confiança e me colocou para jogar e, graças a Deus, fui vendido ao Lyon. Fui muito ajudado em campo", disse à ESPN , durante a zona mista do Pacaembu.

Na equipe dirigida pelo técnico Sylvinho, ele tem como companheiros os brasileiros Rafael, Thiago Mendes, Fernando Marçal e Marcelo. Fã de Pogba, Jean Lucas vive a expectativa de jogar a Champions League pela primeira vez.

O Lyon está no Grupo G, ao lado de Benfica, Zenit e RB Leipzig.

"A adaptação tem sido muito boa. Estou me adaptando muito rápido com a ajuda dos meus companheiros brasileiros. Temos também o [diretor Juninho Pernambucano] e o [técnico] Sylvinho, que me auxiliam muito", afirmou.

Até agora, o volante fez três partidas - todas saídas do banco - com a camisa da equipe francesa e anotou um gol na vitória por 6 a 0 sobre o Angers.

Jean esteve na seleção olímpica que venceu os amistosos contra Colômbia e Chile, em São Paulo. O grupo que se prepara para a disputa do Pré-Olímpico, em janeiro de 2020, quando a equipe buscará uma vaga para os Jogos de Tóquio.

“Realmente, tem sido um ano muito especial pra mim. Fiquei muito feliz de atingir mais essa etapa, sou grato à minha família e a Deus, por tudo que vem fazendo na minha vida. É uma sensação indescritível. Todo garoto que começa a jogar futebol tem o sonho de jogar na seleção brasileira. Comigo nunca foi diferente. Sempre trabalhei para chegar até aqui e fui honrado ao fazer a minha estreia, com meus pais e amigos presentes no estádio. É mais uma vitória deles também. Espero vestir essa camisa muito mais vezes e estar nos Jogos Olímpicos defendendo o meu país, o que seria uma honra pra mim.”