Hoje brilhando com a camisa do Flamengo e escrevendo o nome na história do Rubro-Negro , Gabigol mostrava, desde os primeiros passos no Santos , que era 'predestinado'. E quem revelou isso foi Thiago Ribeiro.
O jogo de volta entre Barcelona e Flamengo está marcado para quarta-feira (29), às 21h30, com transmissão AO VIVO no FOX Sports e também pela ESPN no Star+ . Clique aqui para mais informações .
Ex-companheiro do camisa 9 no ataque do Santos entre 2013 e 2015, o atacante, atualmente na Chapecoense , falou em entrevista ao ESPN.com.br e relembrou um dos primeiros grandes momentos em que Gabigol mostrou que tinha estrela para brilhar.
Foi em 2013, na Copa do Brasil , diante do Grêmio , na Vila Belmiro, em partida válida pelas oitavas de final. Aos 16 anos, a revelação santista foi relacionada de úlitma hora para ficar no banco. Na segunda etapa, entrou no lugar de Neilton e, no primeiro jogo pelos profissionais, marcou o gol da vitória.
“O Gabriel sempre foi um jogador de muita personalidade, desde novo. Eu peguei o início dele no profissional. Já entrou em jogo em que nem relacionado estava, ele não tinha nem 17 anos naquele momento. Estava fora da convocação e vários dos jogadores que não estava convocados iam no vestiário, antes da oração, para participar da corrente. Gabigol estava ali e eu lembro que o Victor Andrade, relacionado para o jogo, tomou um medicamento que não podia e não avisou ao doutor. Quando ele ficou sabendo, preferiu tirar ele do jogo, para não correr o risco do anti-dopping. O Claudinei viu que o Gabriel estava no vestiário e já pediu para ele se trocar para entrar no lugar do Victor", começou por afirmar.
"Ele ficou no banco, entrou e fez o gol da vitória contra o Grêmio. Desde novo, ele já era iluminado. O jogador, em um dos primeiros jogos, oitavas de final da Copa do Brasil, entrar, marcar. Já mostrava estrela desde novo. E sempre mostrou muita qualidade na hora de finalizar, inteligência na movimentação. Pode reparar que ele sempre procura se posicionar para atacar o espaço, receber a bola em profundidade, sair na cara do gol. Quando ele abre na ponta, fugindo da marcação, para ter espaço para conduzir, tirar para dentro e finalizar. Ele só foi aprimorando, com o passar dos anos, até se tornar o que se tornou. Mas quem conheceu no início, sabe que ele já tem essas qualidades desde novo. O que ele fez foi aprimorar”, completou.
"Vim aqui para ver o jogo. Entrei no vestiário para dar força aos amigos e fiquei sabendo que ia jogar. Não trouxe chuteira, nem nada...(risos). Entrei e fiz o gol, meu primeiro gol, vou guardar pelo resto da vida. Agora vou para casa, deitar e jogar mais videogame", disse Gabigol após a partida.
Volta à Europa
Depois de brilhar com a camisa do Santos, Gabigol foi negociado com a Inter de Milão . Em seguida, passou pelo Benfica , mas o desfecho foi parecido: poucos jogos e apenas um gol marcado.
Na volta ao Brasil, no entanto, retornou ao Peixe e brilhou, sendo artilheiro do Campeonato Brasileiro em 2018. No ano seguinte, foi para o Flamengo e entrou para a história do Rubro-Negro enfileirando títulos.
Por toda a história que Gabigol construiu novamente no Brasil, Thiago Ribeiro vê o momento certo para o atacante retornar à Europa, brilhar, agora mais maduro, e apagar o rótulo que foi associado ao seu futebol no Velho Continente .
“Eu acho que o Gabigol já deveria pensar a partir da próxima janela, em janeiro, ou meio do ano que vem, verão europeu, para ir para um grande clube da Europa. Acho que é o momento. Ele está com 25 anos, se não me engano, a idade que fui para a Itália. Se ele for ano que vem, 26 anos, poderia jogar sete, oito anos em alto nível na Europa. Acredito que é o momento para voltar, até porque ele ficou rotulado como jogador que arrebenta no Brasil, mas não deu certo na Europa. Mas eu acredito que ele não conseguiu jogar o que pode na Inter e no Benfica, não por questão técnica, porque ele é bom jogador".
"Eu falo que o jogador que joga no Brasil, joga em qualquer lugar, quando tem talento. Às vezes, o que atrapalhou o Gabigol foi a mentalidade. Porque, quando a gente vai jogar em um outro futebol, a gente tem que se adaptar ao lugar e entender que o dia a dia, a cultura, o que acontece dentro de campo são coisas diferentes do Brasil. E nós que vamos ter que nos adaptar àquele estilo, não eles que se adaptam a nós. Falo isso por mim, porque, muitas vezes, queria que os jogadores de lá fizessem aquilo que eu já estava acostumado. E quem tinha que se adaptar a eles era eu", continou.
"Talvez, foi isso que aconteceu com o Gabigol. Achar que os jogadores iam se adaptar a ele. Talvez, ele não estava na mentalidade certa. Hoje, acredito que seria diferente. Porque ele já sabe como funciona lá, como o europeu pensa”, completou.
O Flamengo de Gabigol volta a campo contra o América-MG , no domingo (26), às 11h (horário de Brasília), no Independência, pelo Brasileirão .