Evertton Araújo, volante do Flamengo, chegou ao time profissional após uma trajetória construída desde a infância, com dificuldades financeiras e recomeços, além de ter superado uma grave lesão em abril de 2023. O destaque na Copinha de 2022 foi o ponto de virada que levou o clube a investir em seus direitos econômicos e a acompanhar sua evolução até a afirmação no elenco.
Formação desde cedo e escolinha de referência
Evertton começou a jogar futebol aos 4 anos. Aos 6, foi matriculado na escolinha do Roberto Dinamite, referência na formação citada em seu relato.
Durante as categorias de base, ele passou por Volta Redonda, Cruzeiro e Botafogo, antes de retornar ao Volta Redonda, onde voltou a ganhar destaque.
Rotina difícil na infância e trabalho na adolescência
A história do jogador também inclui obstáculos fora das quatro linhas. Na infância, ele enfrentou dificuldades financeiras e treinava pedalando 25 minutos para conseguir chegar aos treinos.
Na adolescência, fez um curso de barbeiro para ajudar financeiramente, etapa que se soma ao esforço para manter o foco no futebol.
Copinha de 2022, investimento do Flamengo e evolução
No retorno ao Volta Redonda, Evertton se destacou na Copinha de 2022, momento que chamou a atenção do Flamengo. O clube adquiriu 30% dos direitos econômicos de Evertton por R$ 300 mil.
Depois, em dezembro de 2023, o Flamengo exerceu a opção de compra de mais 40% por R$ 800 mil, ampliando sua participação nos direitos econômicos do volante.
Lesão em abril de 2023 e caminho até a titularidade
A trajetória teve um ponto de ruptura em abril de 2023, quando Evertton sofreu uma grave lesão. A superação desse período impactou sua sequência, mas abriu caminho para que ele retomasse espaço.
Com a chegada de novos jogadores e a recuperação, Evertton se tornou uma peça importante no elenco rubro-negro e passou a atuar como titular.
O que Evertton disse sobre sua trajetória
Evertton apresentou sua história com uma frase de abertura: “Minha história é um pouco diferente.”
Ao falar sobre a transição e o momento em que perdeu a perspectiva, ele afirmou: “A transição foi complicada. Quando estourei a idade de sub-20, eu estava sem expectativa nenhuma.”
Mesmo assim, ele manteve o compromisso com o clube: “Eu nunca tirei a cabeça do Flamengo.”