Estreia a 4 mil metros mobiliza Fla e terá "permanência relâmpago" em Oruro

O Flamengo tem a Copa Libertadores da América como prioridade em 2019. O sempre importante jogo de estreia, no entanto, será em condições desfavoráveis. No dia 5 de março, terça-feira de Carnaval, às 19h15 (de Brasília), o Rubro-negro encara o San Jose, da Bolívia, na altitude de 3.735m de Oruro.

O local é um dos mais difíceis para se jogar futebol na América do Sul. O ar rarefeito costuma fazer sofrer quem não está acostumado. O delicado panorama demanda esforço especial de diversos setores do Flamengo, incluindo supervisão, departamento médico, preparação física, etc.

Um trabalho extra, inclusive, está em curso com os atletas desde a pré-temporada. O chefe do departamento médico, Márcio Tannure, explicou o processo ao UOL Esporte.

"Não tem nada que façamos para atingir 100% do ideal. Só morando lá e treinando. Tentaremos atenuar os efeitos, mas teremos uma perda funcional esperada. É impossível fazer milagre. Usamos alguns medicamentos para aumentar a capacidade de ligação do oxigênio na hemoglobina. É necessário captar o máximo possível", afirmou.

"Adquirimos alguns equipamentos para o treinamento inspiratório. Avaliamos a capacidade pulmonar e trabalhamos com isso desde a pré-temporada. O objetivo é que os atletas tenham uma inspiração melhor mesmo com o ar rarefeito. Observamos a reação de cada um. Coletamos os dados e como eles se recuperam", completou.

A missão de manter o time funcionando na altitude tem ligação até com a logística da viagem e o tempo de permanência em Oruro. O Flamengo embarca no dia 3 de março (domingo de Carnaval) para Santa Cruz de La Sierra, onde realiza o último treino no dia seguinte.

A subida para Oruro será apenas poucas horas antes da estreia na Copa Libertadores. A ideia é a de que a delegação permaneça, no máximo, oito horas na cidade. O retorno ao Brasil será logo depois da partida e todos os voos são fretados. Tannure explicou o planejamento.

"Para mais de 3.700m, precisaríamos de 12 a 15 dias de adaptação. Esse seria o padrão ouro. Mas é inviável. Optamos, então, por ficar na cidade entre seis e oito horas. A partir daí, os efeitos da altitude são ainda mais sentidos. Já que não podemos ir antes, a meta é permanecer o mínimo possível no local e de acordo com as regras da Conmebol", encerrou.

Além da logística especial, auxílio nutricional e médico, a delegação do Flamengo levará balões de oxigênio na viagem. Tudo para minimizar os efeitos e dar condições para uma boa estreia na Copa Libertadores. O panorama é delicado, mas superá-lo representará o triunfo de todo o departamento de futebol.

Fonte: Uol

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